Tomar sol virou sinônimo de perigo, devido à exposição aos raios UV. Mas até que ponto estes alertas não são exagerados?
Infelizmente não há exagero em afirmar que tomar sol é prejudicial à saúde. Podemos afirmar que do ponto de vista do risco à saúde o hábito de exposição ao sol sem proteção está para a pele assim como o hábito de fumar está para os pulmões. Os estudos científicos têm demonstrado que o aumento na exposição solar por lazer, associado à diminuição da camada de ozônio, tem provocado um número cada vez maior de casos de pessoas com câncer e outros sinais de envelhecimento da pele.
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Além disso, outros fatores estão relacionados ao risco de câncer, como o tipo de pele. Pessoas de pele clara, que têm facilidade em sofrer queimaduras quando expostas ao sol, apresentam um alto risco de adoecer.
Por outro lado, devido a um investimento muito grande da indústria de cosméticos e dos laboratórios farmacêuticos em difundir a informação da necessidade do uso frequente de filtros solares, criou-se a confusão entre o público leigo de que o uso destes produtos é sinônimo de fotoproteção.
Esta informação equivocada pode levar as pessoas a um sentimento de falsa segurança, fazendo com que permaneçam expostas ao sol por períodos mais prolongados. Isso pode ser extremamente prejudicial à saúde, pois os efeitos dos raios UV sobre a pele ocorrem de forma cumulativa e suas consequências somente poderão ser vistas a longo prazo.
Por isso, devemos lembrar que o conceito de fotoproteção é muito mais amplo. Abrange conselhos como o de evitar exposição solar desnecessária (principalmente nos horários do meio do dia, quando a quantidade de radiação UV é mais nociva à pele), e usar vestimentas adequadas como chapéus, manga longa, luvas, óculos de sol etc.
Airton dos Santos Gon, dermatologista