Um dos analgésicos mais tomados - nem sempre sob recomendação médica - para combater dores de cabeça, dores musculares, febres e resfriados merece atenção especial das gestantes.
Acreditava-se que o paracetamol fosse um medicamento completamente seguro para as grávidas. Porém, um novo estudo publicado em um periódico internacional revelou que seu uso pode ser prejudicial para a saúde do bebê.
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Estudos constataram que mães que fizeram uso frequente de paracetamol durante a gravidez, em seus filhos de até 5 anos, foi notada deficiência no neurodesenvolvimento do pequeno.
A explicação se deve ao fato de que o paracetamol é capaz de aumentar os sintomas do espectro do autismo em bebês do sexo masculino, afetando também funções relacionada à atenção, bem como apresentação de sintomas de hiperatividade ou impulsividade - esse último em ambos os sexos.
A pesquisadora espanhola Claudia Avella-Garcia explica que o motivo da incidência dos sintomas de autismo ser maior nos meninos, é que seu cérebro é cientificamente comprovado como sendo mais sensível que o da menina.
"O cérebro masculino parece ser mais vulnerável a influências prejudiciais durante os primeiros anos de vida", alerta.
O paracetamol alivia a dor ao agir em receptores de canabinoides para o desenvolvimento do cérebro. Esses receptores auxiliam a determinar como os neurônios serão amadurecidos e ligados uns aos outros. Nesse sentido, o medicamento pode afetar esses procedimentos.
Além disso, o feto pode ser diretamente intoxicado ou ter suas defesas comprometidas, já que não tem a capacidade de um adulto de metabolizar o medicamento.
Assim, é válido fazer acompanhamento de perto com o seu médico de confiança, sem fazer uso da automedicação.
(Com informações do Diário de Biologia)