Trabalhar muito, esse tem sido pré-requisito para um profissional ser considerado bom. Misturar a vida privada à profissional é comum para muitas pessoas. Levam tarefas para serem concluídas em casa, o rádio da empresa, celular, laptop, e não há tempo para relaxar e cuidar dos filhos ou conversar com o parceiro.
A casa se torna um prolongamento do trabalho e as necessidades da família - inclusive afetivas - ficam em segundo plano.
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Trabalhar em casa, para alguns, traz uma falsa sensação de que é possível trabalhar com liberdade, pois o chefe não exerce um controle direto sobre a sua presença e o tempo que dedica às suas tarefas.
Algumas pessoas trabalham tanto, por baixa autoestima, pois querem ser reconhecidos e elogiados pelo chefe e colegas de trabalho. Não aceitam menos que a perfeição. Outras querem fugir dos conflitos pessoais e entram de cabeça no trabalho para não enfrentarem a situação.
A dedicação excessiva ao trabalho já é tratada como um mal que precisa de terapia adequada. O nome que se dá à pessoa acometida dessa enfermidade é workaholic.
Essa atitude pode até trazer benefícios, num primeiro momento. Mas, a longo prazo, a pessoa que continuamente se excede pode se tornar doente em potencial - além de virar um profissional de baixa produtividade em comparação aos outros, que conseguem resolver suas pendências no horário normal.
Pode acarretar problemas diversos ao organismo, como doenças cardiovasculares e gastrite. O estresse pode levar ao uso abusivo de álcool e drogas, desordens de sono, ansiedade e até mesmo a problemas físicos como doenças do coração.
Há soluções viáveis, como a flexibilização de horários, o suporte ao empregado em compromissos extratrabalho, o treinamento em atividades como autogerenciamento e liderança de reuniões, as políticas internas poupadoras de tempo de um modo geral.
É muito comum pessoas trabalharem sem limites para conseguir promoção, mas quando não conquistam e outra pessoa é valorizada, gera frustração e depressão em alguns casos.
Energia, vitalidade, raciocínio rápido são elementos fundamentais para uma boa participação no ambiente de trabalho. Cansado, ninguém consegue um bom desempenho e reconhecimento humano.
Natália Del Padre, psicóloga (Santo Antônio da Platina)