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USO DE MEDICAMENTOS

Quebrar ou esmagar comprimidos é perigoso?

Sua Saúde-Folha de Londrina
02 set 2009 às 21:34

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Reprodução
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Quebrar ou esmagar comprimidos, ou ainda pôr a drágea embaixo da língua para ser absorvida, é uma prática perigosa?

Temos hoje uma vasta quantidade de apresentações de medicamentos. Quando se fala em apresentação de medicamentos, refere-se a como eles são apresentados para serem usados. Assim, podemos encontrar medicamentos injetáveis (para uso endovenoso, intramuscular), em supositórios, tópicos (cremes, pomadas) e os de uso interno, ou seja, os medicamentos utilizados pela via oral. Esses podem ser encontrados em forma de comprimidos, cápsulas, efervescentes, na forma líquida, em soluções.

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Dentre os medicamentos para uso oral, muitos podem ser tomados de qualquer maneira, ou seja, esmagados, mastigados ou deglutidos em sua forma original. Porém, existem medicamentos que têm de ser ingeridos íntegros, sem serem destruídos. Exemplo disso são os medicamentos que quando em contato com o suco gástrico são inativados, perdendo, assim, sua eficácia. Daí é que em sua fabricação vêm com uma proteção, e após a passagem do medicamento pelo estômago, já no intestino, é que essa proteção desaparece e se torna eficaz.


Outros, por serem irritativos da mucosa gástrica, podem provocar gastrites e úlceras, pois são produzidos tecnicamente para agir somente quando estivem nas primeiras porções do intestino. Há também medicações de ação prolongada, que com uma dose ao dia mantêm sua ação por 24 horas (exemplo: Adalat Oros). Esses não devem ser mastigados, pois se forem, sua ação deixará de existir.


Há também aqueles medicamentos que devem ser utilizados por via sublingual, pois esta é uma via de ação bem mais rápida, como os de indicação nas anginas cardíacas. Agora, não são todas as medicações que podem ser utilizadas por esta via.


Como vimos, existem muitas maneiras de administrar medicamentos, por isso, antes de se medicar, procure informações com o seu médico, com o farmacêutico ou mesmo em consulta à bula da medicação a ser usada.

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Sidney Girotto, clínico geral


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