Existe no mercado uma variedade muito grande de implantes mamários, há opções quanto ao tipo de preenchimento, à superfície e ao formato.
No Brasil geralmente são utilizados implantes preenchidos com gel de silicone de alta coesividade (como uma gelatina), o que significa que, mesmo que a camada de revestimento se rompa, o silicone não extravasará nem migrará para outra parte do corpo. Esses implantes são considerados muito seguros e estudos internacionais mostram evidências de que não há associação entre eles e doenças como câncer de mama e doenças auto-imunes.
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Em alguns casos selecionados podemos dispor dos implantes preenchidos com solução salina (soro fisiológico). Quanto à superfície, temos disponíveis os implantes lisos, os texturizados e os de poliuretano, cada um com características e indicações particulares. Já o formato pode ser redondo, perfil anatômico (em forma de gota), perfil natural e cônico. Além dessas variáveis, ainda é preciso decidir se o implante deverá ser colocado sob a glândula mamária ou sob o músculo, e por qual via (pela aréola, pelo sulco ou pela axila).
Analisando todas as opções, percebemos que não há o melhor implante, e sim o melhor implante para cada caso específico, o qual somente poderá ser definido após avaliar o perfil corporal da paciente e considerar o seu desejo.
Atualmente o mais usual é a quarta geração de implantes, com o gel coesivo e a cobertura mais resistente, estes certamente duram mais que os primeiros, mas não há consenso sobre o número de anos. A recomendação da maioria dos médicos é que as pacientes sejam submetidas a exames anuais das mamas tanto para screening do câncer de mama quanto para avaliar a situação do implante. No caso de rotura, deslocamento ou outra alteração, a troca ou retirada do implante é programada sem urgência.
Flavio Nazima - cirurgião plástico (Londrina)