Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos constatou que de 12 a 24% das mulheres continuam a fumar depois que descobrem que estão grávidas. O estudo foi feito por um pesquisador da Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda, na Califórnia. A exposição do feto à nicotina e à fumaça fazem muito mal ao bebê.
Pode haver um aborto espontâneo ou então o bebê morrer após o parto. Ele pode ainda nascer prematuro e o maior risco que corre é nascer com baixo peso. Além disso, a gestante pode ter um deslocamento da placenta podendo levar a hemorragias. Há ainda o risco de doenças como lábio leporino, estrabismo, ficar em uma estatura menor. Então são vários e vários problemas que podem ocorrer para a criança se a gestante fumar. Além disso, a criança pode desenvolver uma série de doenças respiratórias.
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Muitas mulheres, quando estão gestantes, conseguem parar de fumar. Porém, voltam a fumar depois que o bebê nasce. Então durante a amamentação, se ela está fumando, a nicotina também ultrapassa pelo leite materno; o bebê vai sugar leite com nicotina e isso é tóxico.
Se a mulher tiver dificuldades em parar de fumar, a melhor alternativa é procurar um médico.
Ricardo Henrique Meirelles - pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca)