Há evidências científicas que confirmam que a atividade física aeróbica propicia a todas as pessoas uma redução de eventos cardiovasculares. A intensidade da atividade física é que gera alguma polêmica. Quanto mais, melhor? Não é bem assim.
A atividade muito intensa só é justificada para os desportistas competitivos, que necessitam de treinamento para manter uma alta performance, assim mesmo com programas elaborados por fisiologistas e com prévia avaliação cardiovascular.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Não devem fazer atividade física muito intensa pacientes com hipertensão arterial, infarto prévio, aqueles submetidos a procedimentos de revascularização do miocárdio cirúrgica ou por angioplastia, portadores de arritmia cardíaca, doenças do músculo cardíaco (hipertrofia ou miocardiopatia dilatada).
O importante é seguir a recomendação do seu médico, fazer avaliações periódicas (pelo menos anual) e não exceder a sua capacidade. A atividade física moderada e constante é a mais recomendada em todas as idades.
Pessoas acima de 60 anos devem sempre fazer exercícios programados pelo seu médico, após criteriosa avaliação. Isso não quer dizer que pessoas saudáveis e já com bom condicionamento físico não possam correr. Há muitas pessoas com mais de 70 anos de idade que praticam corrida, mas sempre com supervisão médica.
A prática do exercício é fundamental, não só para o coração, como também para o sistema músculo-esquelético, e principalmente para a mente. A produção de endorfinas que ela desencadeia é o melhor remédio para afastar a depressão. Movimentar-se é o melhor remédio, sempre.
Walace Aquino, cardiologista