Pesquisa publicada no British Journal of Nutrition mostrou que o desejo exagerado das crianças por ‘junk food’ pode ser conseqüência da alimentação da mãe ainda durante a gestação. Estudos indicam que esse tipo de comida, traduzida literalmente como ‘comida lixo’, está relacionado ao aumento de colesterol e pressão arterial, entre outras complicações para quem as ingere. Mas, afinal, o que é junk food? O termo é utilizado para referir-se a alimentos com alto teor calórico, mas com níveis reduzidos de nutrientes. Bombons, bolachas, sorvetes, tortas, batatas, pipoca, sanduíches... Esses alimentos são alguns dos que se enquadram na categoria junk food e são consumidos diariamente e em grande quantidade.
Uma das principais conseqüências da ingestão desses alimentos é que quanto maior o seu consumo, menor a probabilidade de seguir uma dieta saudável e consumir adequadamente vitaminas e minerais essenciais. Esse padrão alimentar está relacionado ao aumento na incidência da obesidade e de suas complicações.
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Enquanto pessoas que consomem grandes quantidades de alimentos nutritivos, como frutas e verduras, têm menor tendência a desenvolver doenças cardiovasculares, os fãs de junk food podem ter aumento significativo do colesterol e da pressão arterial, além do ganho de peso. Na infância, a ingestão desse tipo de alimento apresenta-se como uma das principais causas de obesidade e, por isso, a sua venda tem sido proibida nas escolas. Apesar de todo mundo saber que não é saudável, é muito comum a substituição de uma refeição adequada por lanches menos nutritivos. E o consumo de alimentos considerados junk food não acontece apenas em lanchonetes ou máquinas de venda automática. Margarinas, óleos e açúcares também enquadram-se nessa categoria de comida e devem ser consumidos com moderação.
Eda Maria Scur, nutricionista em Curitiba