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STRESS

O que é a síndrome do intestino irritável?

Sua Saúde-Folha de Londrina
10 ago 2009 às 22:38

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A síndrome do cólon irritável inclui sintomas como desconforto e distensão abdominal, gases, alternância de prisão de ventre e diarréia, azia, pirose, refluxo, arrotos e dores abdominais difusas.

A síndrome ocorre em homens e mulheres, com predominância no sexo feminino e, em geral, após a terceira década de vida. Nas mulheres, costuma associar-se à prisão de ventre, enquanto que nos homens, à diarréia. A síndrome do cólon irritável tem sido chamada de síndrome do intestino irritável (SII), uma vez que os sintomas são decorrentes de alterações funcionais do tubo digestivo, que vai da boca ao ânus.

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A etiologia desta síndrome reside em desequilíbrios do sistema nervoso central, causados por tensão, ansiedade, irritabilidade, angústia, medo, depressão.


O intestino, que mede de 12 a 15 metros, executa movimentos de vai e vem (movimentos peristálticos), que devem ser harmônicos e que visam propulsionar seu conteúdo desde o estômago até o reto.

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Esses movimentos independem de nossa vontade e são comandados pelo hipotálamo, uma região do cérebro. Quando o hipotálamo é bombardeado pelos estímulos causados por situações de stress, as ordens emitidas para as terminações nervosas existentes nas paredes intestinais são confusas. Esta confusão nos movimentos peristálticos resulta em contrações, o que provoca as dores, a distensão, os gases.


O tratamento da síndrome do intestino irritável pode ser sintomático ou etiológico. O tratamento sintomático inclui antiespasmódicos, antidiarréicos ou laxativos, medicação anti-refluxo, analgésicos, antiácidos, além de uma dieta que inclui a diminuição de álcool, cafeína, condimentos fortes, gasosas e fibras.


O tratamento etiológico visa atacar a causa específica (depressão, ansiedade, stress, angústia), incluindo tratamento medicamentoso, além de psicoterapia. Qualquer coisa que diminua o estresse, tais como exercícios físicos, ioga, massoterapia é bem-vinda, ainda que não seja a solução definitiva.

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Arnaldo Ganc, gastroenterologista


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