A causa exata do problema ainda permanece desconhecida, mas, segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos. A fisioterapia deve juntamente com a equipe médica orientar o paciente a: excluir exercícios e esportes de alto impacto ou atividades suspeitas de causarem a lesão, reforçar os músculos fracos, fazendo exercícios leves e de baixo impacto.
É importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios, para não agravar o quadro. Evitar sobrecarga, alongar regularmente, realizar compressa no joelho após os exercícios, evitar subir e descer escadas ou rampas íngremes, se posicionar com a postura correta no carro, no trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo. e manter boa postura estão entre outras orientações.
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Não há um protocolo rígido de indicação de tratamento, sendo necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão. O tratamento é inicialmente realizado de forma conservadora, normalmente com medicamentos e fisioterapia. O objetivo é aliviar a dor e manter a funcionalidade da articulação. A fisioterapia alivia a dor e os espasmos musculares, proporcionando à articulação um certo grau de movimento. Os exercícios de aumento da mobilidade e de prevenção de contraturas são importantes, sobretudo em doentes que iniciam o ciclo vicioso (dor - restrição da mobilidade - posição antálgica viciosa - perda funcional - aumento da dor, entre outros).
O fortalecimento é primordial, e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação do joelho. A indicação de tratamentos locais e cirúrgicos está diretamente ligado à evolução da doença. Na fisioterapia pode-se estar utilizando métodos como RPG, Pilates, exercícios funcionais e outros. A fisioterapia também pode ser aplicada no pré-cirúrgico.
Nadia Sogabe - fisioterapeuta (Londrina)