De modo simplificado, o excesso de pelos no corpo das mulheres pode ocorrer por característica racial ou por disfunção hormonal. Normalmente, a distribuição clássica feminina dos pelos é em couro cabeludo, supercílios, cílios, nariz, regiões genitais e axilares. Na população feminina normal, pelos em grande quantidade podem ser encontrados em regiões normalmente consideradas como masculinas dependendo de fatores genéticos, raciais e hereditários.
No entanto, alterações hormonais, principalmente decorrentes de disfunções nos ovários (como na síndrome dos ovários policísticos) ou suprarrenais, podem levar ao aumento de pelos nas áreas que são características do sexo masculino, como rosto, tórax, região inferior da barriga, braços e pernas. Nestes casos, o excesso de pelos pode ser uma queixa isolada ou estar acompanhada de outras manifestações relacionadas às alterações hormonais, como queda de cabelos, acne, irregularidade menstrual e infertilidade.
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Menos frequente, doenças da tireoide, aumento dos níveis de prolactina e o uso de certos medicamentos podem também levar a um quadro de excesso de pelos. O diagnóstico correto é importante para afastar possíveis doenças e para direcionar o tratamento correto, e deve ser feito através da história clínica, exame físico e com o auxílio de exames complementares.
Andrei Nonino- dermatologista (Londrina)