Todos os alimentos que contém carboidratos em sua composição provocam uma elevação nos níveis de glicemia em maior ou menor grau e aumentam os depósitos de gorduras nas células, podendo levar à obesidade e abrir a porta para a resistência insulínica e para o diabetes.
Sem que possa ser usada adequadamente pelas células para produzir energia, a glicose mantém-se na corrente sanguínea, obrigando o pâncreas, órgão no qual se localizam as células responsáveis pela produção de insulina, a secretar quantidades cada vez maiores da substância.
Caso esse processo seja experimentado pelo organismo por muitos anos, a instalação do diabetes é quase inevitável. Pessoas com sobrepeso, obesidade ou predisposição genética estão mais propensas a desenvolver resistência à insulina.
Uma descoberta recente explica as razões: a gordura em excesso funciona como uma glândula produtora de hormônios que desregulam o apetite, como a leptina, a resistina e a adiponectina.
A resistência à insulina caracteriza-se pela dificuldade das células do organismo em reconhecer o hormônio, o que pode levar ao acúmulo de glicose no sangue e, consequentemente, a uma produção exagerada de insulina.
O mel também contém sacarose (carboidrato), além de outros tipos de açúcar (frutose e glicose), sendo desaconselhado o seu uso generalizado como substituto do açúcar comum.
Em excesso o mel, assim como o de açúcar cristal e mascavo, também engorda e faz subir o açúcar no sangue. A vantagem no uso do mel é que, enquanto o açúcar de mesa não contém vitaminas nem sais minerais, o mel possui.
A desvantagem é que, como o mel apresenta um poder edulcorante (adoçante) menor, as pessoas são tentadas a usá-lo em maior quantidade, o que resulta normalmente num aumento da ingestão calórica aumentando a possibilidade do aparecimento do sobrepeso o que eleva o risco do aparecimento do diabetes.
Portanto é importante lembrar-se sempre que os alimentos que contêm carboidratos aumentam a glicemia, sem exceção. No entanto, o impacto dos diversos alimentos sobre as taxas de glicose sanguínea é variável e depende da velocidade com que estes alimentos são digeridos. Quanto mais rápida a sua digestão maior é o pico glicêmico.
Beatriz Ulate, nutricionista