Hoje, as indicações para a retirada das amígdalas estão nos seguintes critérios:
- Nas hipertrofias, quer dizer, nos casos de amígdalas demasiadamente crescidas e que dificultam a respiração, aumentando a concentração de gás carbônico nas células orgânicas.
- Casos de apnéia do sono, quando a pessoa que está em sono, dormindo, de repente acorda sufocada pela interrupção da entrada do ar para os pulmões, por obstáculo da língua na faringe e as narinas trancadas.
- Casos em que, pelo volume das amígdalas torna-se difícil a deglutição (engolir) e a pessoa sente dificuldade em se alimentar.
- Casos em que houve abscesso periamigdaliano, isto é, aconteceu concentração de pus entre a amídala e a parede da loja amigdaliana.
- Casos com repetição de infecções agudas em número superior a três por ano.
- Casos com repetição de processos reumáticos ou comprometimentos cardíacos por estados infecciosos das amígdalas.
- Casos com comprometimento do ouvido ou dos ouvidos com otites de repetição ou com otites crônicas purulentas, ou retenção de catarro na caixa do tímpano que mesmo não causando febres diminuem a audição.
A retirada das amígdalas não é recomendável em:
1 - Casos de discrasia sanguínea, com demora do tempo de coagulação do sangue, o que pode conduzir a hemorragias incontroláveis.
2 - Casos em que, não havendo comprometimento da respiração, nem da alimentação, nem dos ouvidos, nem de complicações sistêmicas que apresentem comprometimento com infecções crônicas ou repetidas, possam ser facilmente controláveis por medicamentos e ou antibióticoterapia.
3 - Cumpre observar que muitos casos de má respiração correm por conta de perturbação apenas do nariz e ou das adenóides que são tipos de tecidos semelhantes às amígdalas, localizados atrás do palato mole, região rino - faringiana, chamada de adenóides.
É importante lembrar sempre: procure o seu médico.
Fahed Daher, otorrinolaringologista