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Animiais de estimação

É bom ou não ter um animal de estimação na infância?

Sua Saúde-Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

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Uma dúvida frequente no consultório pediátrico é se a criança deve ou não ter um animal de estimação e qual a melhor idade para tê-lo. Os animais de estimação são excelentes companheiros dos homens e auxiliares no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças, porém também podem ser responsáveis por diversas doenças, desde as respiratórias (asma), as micoses, entre outras mais graves.

A melhor idade para a criança ter um animal de estimação é entre quatro e cinco anos, quando já é capaz de brincar com outras crianças e está apta a obedecer comandos e a respeitar ordens.

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Antigamente, considerava-se um ambiente limpo, sem brinquedos, cortinas, tapetes, colchas e sem a presença de animais domésticos, o ideal para crianças com doenças respiratórias.


Entretanto estudos recentes mostram uma menor prevalência de asma e menor sensibilização em crianças expostas ao convívio de animais de estimação desde cedo. O contato domiciliar com animais não deve ser estimulado se o paciente já apresenta manifestações clínicas de doenças alérgicas.

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Por outro lado, em crianças sem manifestações alérgicas não existe até agora um consenso de que o afastamento do convívio com animais domésticos seja capaz de prevenir o desencadeamento de doenças alérgicas.


Já entre as doenças de pele, a micose é a terceira doença mais frequente em crianças e pode se manifestar com a perda dos cabelos ou lesões de pele pruriginosas.

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Sabe-se que os animais podem ser portadores assintomáticos dessas doenças. Mas visitas periódicas ao veterinário, vacinação em dia e tratamento precoce de qualquer alteração como a perda de pêlos, alterações dentárias e perda de peso já são suficientes para evitar a transmissão dessa doença.


Os animais são importantes no desenvolvimento das crianças e sua aquisição deve ser feita em uma idade adequada para que criança possa aproveitar o máximo possível da sua companhia com os menores riscos. Lembrando sempre que o cuidado correto do animal é importante para evitar a transmissão de doenças.

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Gina B. Schiavon, pediatra


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