Fiz um exame que comprovou que tenho colite (infecção no intestino). O tratamento não está resolvendo. Mudar a alimentação pode ajudar?
Os pacientes devem estar sempre bem nutridos para que o tratamento possa ser mais eficiente. A alimentação não cura a doença, mas pode reduzir alguns sintomas.
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Recomenda-se dietas ricas em fibras solúveis e pobres em fibras não solúveis como farelo, frutas secas, sementes de milho doce, porque essas fibras irritam o intestino, aumentam as contrações intestinais e a possibilidade de diarréia.
As principais doenças que acarretam inflamações nos intestinos, delgado e grosso, são colite ulcerativa e doença de Crohn.
A colite é um processo inflamatório que envolve a camada mais superficial do intestino grosso, comprometendo os grandes segmentos ou atingindo apenas o reto do intestino grosso.
Na doença de Crohn, geralmente o seguimento intestinal afetado é pequeno e envolve todas as camadas da parede intestinal, portanto, com comprometimento mais profundo, podendo acometer o tubo digestivo desde a boca até o ânus.
A doença inflamatória intestinal pode levar ao sangramento intestinal, provocar febre, alterações nos exames de sangue, como o aumento dos leucócitos, alterações endoscópicas e radiológicas, diarréia e cólicas.
É bom lembrar que existe também a síndrome do cólon irritável, que é um conjunto de sintomas resultantes da contração ou funcionamento anormal do intestino, com aparecimento de cólicas, diarréias ou obstipação intestinal (intestino preso).
O estresse emocional pode piorar a síndrome, mas há poucas evidências clínicas de que esta seja uma causa determinante na doença inflamatória inespecífica do intestino.
É recomendável ingerir alimentos ricos em proteínas, alimentos calóricos em geral, vitaminas A, C, D, B12, ácido fólico, cálcio, ferro e zinco, mas nas quantidades recomendadas pelo seu médico.
Cuidados especiais devem ser tomados quando o indivíduo for sensível ou alérgico ao leite. Se o paciente apresentar diarréias após as refeições, recomenda-se diminuir a quantidade de fibras ingeridas.
Alair A. Berbert, clínico geral