Com a expectativa de vida aumentando, surgiu a necessidade de compreendermos os idosos como indivíduos altamente complexos e diferenciados. Presbiacusia é o nome dado à perda auditiva decorrente do processo de envelhecimento do ouvido. A deficiência auditiva gera, no idoso, um dos mais incapacitantes distúrbios de comunicação, impedindo-o de desempenhar plenamente seu papel na sociedade.
É comum observarmos o declínio da audição acompanhado de uma diminuição frustrante na compreensão de fala no idoso, comprometendo sua comunicação com os familiares, amigos, enfim, com todas as pessoas que o cercam.
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O fluxo constante de comunicação e informação mantém o indivíduo ativo na sociedade. O isolamento da pessoa idosa, particularmente da sociedade mais jovem, e o consequente declínio na qualidade de sua comunicação devido à perda auditiva, gera um impacto psicossocial profundo neste idoso.
Todavia, com o passar do tempo, associado a fatores como a exposição a ruídos intensos, uso indiscriminado de medicamentos, tensão diária e doenças, vamos perdendo nossa sensibilidade auditiva, reduzindo, assim, nossa área de audição. Ouvimos, mas não entendemos, principalmente em ambientes ruidosos; sons fortes nos incomodam; zumbidos e dificuldade de perceber sons musicais mais agudos podem ser alguns dos sintomas desta perda de audição.
Uma forma de minimizarmos o grau da perda auditiva é termos condutas saudáveis também em relação ao ouvido, quando ainda jovens. Um exemplo seria não se expor a ruídos intensos e não tomar medicamentos sem a prescrição médica, entre outros.
Outra maneira de diminuir os efeitos negativos da deficiência auditiva nos indivíduos idosos é a utilização dos recursos tecnológicos à disposição do fonoaudiólogo que atua na Audiologia: próteses auditivas e equipamentos auxiliares para a audição.
*Cecília Lopes da Silva, professora de fonoaudiologia