A dermatite seborréica é uma das dermatites mais frequentes em face. É crônica, geralmente recorrente e não contagiosa. Ocorre em regiões com muitas glândulas sebáceas tais como couro cabeludo, face, regiões retroauriculares e peitoral, e às vezes em áreas de dobras. Caracteriza-se por uma inflamação das camadas mais superficiais da pele. Costuma haver predisposição familiar e em geral piora no inverno.
No adulto pode se manifestar sob a forma de lesões avermelhadas, com ou sem coceira, que descamam, atingindo o couro cabeludo (caspa), face e a área atrás das orelhas. Pode também acometer as regiões das axilas, genitália e tronco.
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No lactente surge geralmente nas primeiras semanas de vida. São observadas lesões descamativas, amareladas, grudentas, inicialmente no couro cabeludo (crosta láctea), e posteriormente podendo comprometer as áreas já citadas nos adultos.
A dermatite seborréica deve ser diferenciada de micoses, psoríase, dermatite de contato e rosácea.
No couro cabeludo dos recém-nascidos pode-se friccionar o ácido salicílico dissolvido em óleo mineral com uma escova de dentes diariamente. Nos adultos utiliza-se um shampoo contendo piritionato de zinco, sulfeto de selênio, ácido salicílico, piroctone olamina, octopirox ou alcatrão, dependendo da gravidade do quadro. É importante evitar estresse, banhos quentes e condicionador de cabelo. Em casos mais resistentes, é necessário o uso de shampoo ou solução capilar contendo corticóide.
Cremes de corticóide de baixa potência podem ser aplicados sobre a pele, evitando os mais potentes e seus efeitos colaterais como a atrofia e o surgimento de vasos sanguíneos. Quando esta terapia isolada não é suficiente, um antifúngico tópico pode ser associado. Em casos muito resistentes, um antifúngico oral também pode ser utilizado, e para a manutenção, o ideal são os cremes imunomoduladores como tacrolimo e pimecrolimo.
Leandro Neme, dermatologista