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Cirurgias plásticas podem ser realizadas em pacientes soropositivos?

Redação Bonde com assessoria de imprensa
27 jul 2016 às 16:57

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Existem muitos mitos e incertezas a respeito do vírus HIV e de quem é hospedeiro. Uma delas é se o paciente soropositivo pode se submeter, sem restrições, a um procedimento de cirurgia plástica. O cirurgião plástico Sérgio Morum explica porquê o paciente diagnosticado não precisa desistir do procedimento.

Em 2013, o Ministério da Saúde divulgou que 734 mil brasileiros eram portadores do vírus HIV, mas que 19,75% dessa população (145 mil) não têm ideia de que vivem com esse quadro. Esse cenário de desconhecimento faz com que o portador tome ciência do diagnóstico de outra forma: antes de uma cirurgia plástica.

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De acordo com o médico, muitos pacientes podem descobrir ser portadores do vírus HIV nos exames preliminares. "Antes de qualquer procedimento cirúrgico, o cirurgião pede para que o paciente realize uma bateria de exames, inclusive de sangue. Nesses exames, é possível constatar a presença do vírus HIV, se o paciente for hospedeiro." Para ele, a reação pós-descoberta é a parte preocupante. "Muitos descobrem e não voltam para realizar a cirurgia, e o cirurgião fica sabendo do motivo muito tempo depois."

Segundo o médico é compreensível o susto do paciente ao descobrir a notícia, mas esse assunto precisa ser debatido. "É necessário que o paciente saiba que não há nenhum impedimento em realizar procedimentos cirúrgicos. O fato de ser portador do vírus HIV não o proíbe de ter uma vida normal. Ele pode realizar diversas atividades como qualquer outra pessoa, inclusive uma cirurgia plástica. Não há motivos que o impeça de realizar qualquer procedimento." Ele afirma que o diagnóstico não é uma sentença. "É possível ser portador do vírus, mas não sofrer com a Aids. Se o diagnóstico foi dado cedo e o tratamento foi bem realizado, o paciente não sofrerá as consequências da doença. Isso não o impede de realizar qualquer atividade que já fazia ou que planejava fazer."

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O cirurgião plástico afirma que o relacionamento paciente-médico é confiável e sigiloso. "É contra a ética do exercício profissional da medicina que qualquer informação médica a respeito do paciente seja divulgada pelo médico, sem a prévia autorização. Mas é necessário que o paciente confie, e conte tudo durante a consulta."


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