A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica de natureza autoimune, com potencial de danos irreversíveis às articulações. Consequentemente, acaba comprometendo muito a qualidade de vida do paciente – que se vê progressivamente impedido de executar atividades que antes eram rotineiras, inclusive no âmbito profissional. Trata-se de uma doença limitante que acomete 1% da população adulta no Brasil, sendo cerca de três vezes mais comum em mulheres – com picos de incidência por volta dos 50 anos.
Com causas ainda desconhecidas, a artrite reumatoide tem provavelmente origem multifatorial – uma combinação de predisposição genética com fatores ambientais que acabam resultando numa resposta autoimune do organismo contra os tecidos sinoviais (aqueles que recobrem tendões, articulações e bursas), progredindo para a destruição da cartilagem e do osso subcondral. Um dos principais sintomas que diferenciam esse tipo de artrite dos outros é a simetria.
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Os sintomas iniciais geralmente estão relacionados ao inchaço das articulações das mãos e punhos, num padrão simétrico e de distribuição proximal. O paciente costuma apresentar outras queixas importantes: dores generalizadas, cansaço, indisposição e rigidez matinal; inchaços e aumento de partes moles; nódulos reumatoides – localizados debaixo da pele, principalmente em áreas de apoio. Como esses sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, é fundamental que o paciente procure um médico reumatologista para conduzir ao diagnóstico e tratamento corretos.
As manifestações musculoesqueléticas são dominantes e muito precoces na artrite reumatoide. Depois de acometer mãos e punhos de modo simétrico, a doença pode evoluir para os pés e grandes articulações. Mais tarde, também pode atingir outras estruturas e sistemas, como pulmões, sistema cardiovascular, pele e olhos. O diagnóstico da artrite reumatoide é clínico, baseado na anamnese e exame físico, correlacionado com exames complementares laboratoriais e de imagens, como radiografias convencionais, ultrassonografia e ressonância magnética.
As radiografias permitem avaliar as deformidades e o grau de comprometimento articular. O ultrassom é um método útil na detecção precoce e no monitoramento de sinais indiretos de atividade inflamatória, como derrame articular e proliferação sinovial. Trata-se de um exame de menor custo se comparado com a ressonância magnética, sem contraindicações para pacientes com implantes metálicos ou com claustrofobia. A ressonância magnética, por sua vez, é um método de maior sensibilidade para detectar as alterações da artrite reumatoide em sua fase inicial, já que permite uma melhor avaliação das alterações estruturais de partes moles, ossos e cartilagens, além de erosões subcondrais, cistos, edema ósseo periarticular e derrame articular.
Nesse contexto, o equipamento de ressonância magnética das extremidades torna-se uma opção relevante na avaliação das pequenas articulações que costumam ser comprometidas pela artrite reumatoide. O exame é realizado com maior conforto numa cadeira reclinável, inserindo-se apenas a área anatômica de interesse no equipamento. Além de simplificar e agilizar o exame, o paciente sente-se mais tranquilo ao saber que não precisará ficar deitado em um espaço restrito – o que é particularmente importante em casos de claustrofobia. Outra vantagem é que o paciente infantil ou idoso pode ser acompanhado por um familiar o tempo todo.