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Estudo esclarece

Antitranspirantes realmente causam câncer?

Redação Bonde
27 nov 2014 às 15:52

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Apesar da crença popular, uma coisa que os antitranspirantes não são é cancerígeno. Isso de acordo com um bom número dos maiores institutos de pesquisa em medicina. Mas como estamos na Internet e uma hora ou outra alguém invocará uma teoria da conspiração, mas de onde veio o mito do antitranspirante cancerígeno.

Por volta da virada do século XXI, surgiu um rumor ligando o aumento do risco do desenvolvimento de câncer de mama à prática de se depilar e aplicar antitranspirante nas axilas. Em um esforço para acabar com o mal entendido, a Sociedade Americana do Câncer cita dois estudos, conduzidos em 2002 e 2003:

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Não existem estudos epidemiológicos contundentes na literatura médica que conectem o risco do câncer de mama ao uso de antitranspirantes e pouquíssimas evidências científicas sustentam essa alegação.


Na realidade, um estudo epidemiológico cuidadosamente desenvolvido acerca desse tema foi publicado em 2002 comparando 813 mulheres com câncer de mama e 793 sem a doença. Os pesquisadores descobriram que não há ligação entre o risco do câncer de mama e o uso de antitranspirantes, desodorantes ou depilação das axilas.

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Um estudo publicado em 2003 analisou as respostas de questionários enviados a mulheres que tiveram câncer de mama. O pesquisador relatou que mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama em idade mais jovem disseram que usavam antitranspirante e começaram a depilar as axilas mais cedo e com mais frequência do que as que foram diagnosticadas com mais idade.


Mas o projeto do estudo não incluiu um grupo de controle de mulheres que não tiveram câncer de mama, e foi criticado e classificado por especialistas como irrelevante à segurança dessas práticas de higiene nas axilas.

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Pouco tempo depois, a Fundação do Câncer Susan G. Komen, o Instituto Nacional do Câncer e o BreastCancer.org se posicionaram, independentemente, favoráveis à Sociedade Americana do Câncer.


Pesquisadores do Instituto chegaram a dizer que eles "não estão cientes de qualquer evidência conclusiva ligando o uso de antitranspirantes ou desodorantes para as axilas ao subsequente desenvolvimento de câncer de mama". Mas nem todos os pesquisadores ficaram convencidos.

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"A falta de evidência não é evidência da falta de efeitos danosos" e "esses químicos estão sendo aplicados diretamente, todos os dias, por uma quantidade enorme de pessoas e os efeitos da exposição a longo prazo na saúde são, basicamente, desconhecidos", disse ao WebMD o toxicologista Philip W. Harvey.


Em 2004 e 2005, dois estudos conduzidos pelo Dr. Philippa Darbre e publicados na Revista de Toxicologia Aplicada e na Revista de Química Inorgânica, respectivamente, exibiram uma conexão direta entre a aplicação de alumínio e mutações de DNA não verificadas – um pré-requisito para o crescimento do tumor. Um estudo subsequente em 2007 sugeriu que os antitranspirantes contribuíram para a carga de alumínio no corpo, o que discutimos acima.

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Esses estudos foram todos rapidamente refutados por outros pesquisadores, mas não muito bem. O epidemiologisto da Sociedade Americana do Câncer, Michael Thun, argumentou em 2008 que "os estudos não demonstraram qualquer ligação direta entre parabenos e quaisquer problemas de saúde, incluindo o câncer de mama.


O que se descobriu é que existem muitos outros compostos no ambiente que também simulam o estrogênio naturalmente produzido". Ele continuou: "mesmo que o parabenos promova o crescimento do tumor dependente de estrogênio, o risco do uso cosmético é ‘minúsculo’ comparado a outros promotores do tumor conhecidos".

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E novamente, em 2009, outro estudo ligou o uso de ftalatos e sais de alumínio com o desenvolvimento do câncer de mama, citando a habilidade dos químicos em acumular no corpo e imitar (ou pelo menos amplificar) os efeitos do estrogênio. No geral, tentativas de recriar as descobertas de Darbre retornaram resultados mistos, levando o estado atual de circunstâncias ambíguas à segurança desses produtos.


Então, como no caso dos cigarros eletrônicos, o veredito ainda pesa favoravelmente a favor da segurança. Se você está preocupado que seu antitranspirante incitará o crescimento de um tumor cancerígeno em algum ponto futuro, não tome a atitude drástica; em vez disso, mude para um desodorante.


SAIBA MAIS: Depilar as axilas aumenta o mau cheiro do suor

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(Fonte: Giz modo)


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