Nem sempre a ansiedade é uma doença e precisa de medicação. A ansiedade é parte de nossas vidas, servindo como um fator de motivação (por exemplo, um aluno que fica preocupado com uma prova e se prepara melhor).
Algumas vezes, entretanto, a ansiedade pode ser desproporcional à causa ou mesmo ocorrer sem causa evidente. Nestes casos, falamos de transtornos de ansiedade, alguns dos quais respondem favoravelmente a medicamentos antidepressivos.
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Diferente dos ansiolíticos (popularmente chamados de ''calmantes'') mais utilizados, os antidepressivos não têm potencial para provocar dependência, uma vez que não trazem efeitos a curto prazo. Eles provocam uma melhora de sintomas depressivos ou ansiosos dentro de alguns dias ou semanas, produzindo uma estabilidade a longo prazo.
Os ansiolíticos, por sua vez, podem ser importantes em um controle de curto prazo - trazendo um alívio mais rápido -, mas não impedem que os sintomas de ansiedade retornem após algumas horas e têm potencial de provocar dependência.
O médico deve discutir com o paciente as possibilidades de tratamento e prescrever os medicamentos mais adequados para cada caso.
*Sérgio Nicastri, psiquiatra