A partir dos 35 anos de idade, os óvulos começam a envelhecer, a perder a capacidade de fertilização e podem apresentar defeitos. Daí a mulher tem mais dificuldade em engravidar e, quando engravida, tem maior probabilidade de sofrer um aborto espontâneo ou corre maior risco do feto apresentar alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down.
Este tipo de risco não pode ser diminuído com prevenção ou tratamento. O que existe são recursos de diagnósticos, que permitem detectar as alterações até o terceiro mês de gestação.
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Na gestante acima de 35 anos de idade também aumenta um pouco a incidência de diabetes e hipertensão durante a gravidez - riscos que podem ser minimizados se tomados os devidos cuidados.
Outra consequência da gravidez tardia é o aumento da taxa de gestação gemelar, que acarreta um risco maior de partos prematuros.
Finalmente, se a mulher vai engravidar pela primeira vez após os 35 anos, o número de cesáreas (procedimentos cirúrgicos) tende a ser maior, porque os tecidos da mulher nesta idade têm menor elasticidade.
Lucila Evangelista, ginecologista