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Entidade americana faz novo alerta sobre o consumo diário máximo de açúcar por crianças

Redação Bonde
29 ago 2016 às 15:27

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Ainda que os alimentos industrializados estejam perdendo espaço por conta da adoção de hábitos mais saudáveis, às vezes nos rendemos a essas delícias repletas de calorias, mesmo sabendo o mal que fazem à saúde tanto de adultos quanto de crianças.

Porém, a atenção dos especialistas está voltada à diminuição do consumo de um dos maiores vilões da nossa alimentação: o açúcar. Além da preocupação em baixar os níveis dessa substância nesses produtos, entidades de saúde ainda frisam a importância de diminuir o seu consumo entre as crianças.

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Isso porque os pequenos estão mais propensos ao desenvolvimento de doenças sérias através do abuso prolongado do açúcar de adição, ou seja, aquele que é adicionado às comidas e bebidas processadas.


Entre os males causados pelo consumo excessivo do elemento, estão as preocupantes obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem afetar gravemente a qualidade de vida do indivíduo que faz questão de muito refrigerante, suco de caixinha, bolachas recheadas, cereais adoçados e bolos em sua dieta.



A pesquisadora Miriam Vos da Escola de Medicina da Universidade Emory, nos EUA, é a principal autora do artigo publicado sobre o assunto na revista científica Circulation, e destaca o efeito dessa rotina alimentar inadequada. "Crianças que se alimentam de itens com muito açúcar de adição tendem a comer menos comidas saudáveis que são boas para o coração".


Quanto à nova recomendação da ingestão de açúcares pelas crianças, os estudo é enfático. Meninos e meninas entre 2 e 18 anos não devem ultrapassar a quantidade máxima de 25 gramas de açúcar por dia - ou seis colheres de chá. Contudo, há o alerta para os pequenos que ainda não atingiram os dois anos de vida.


"Até os 2 anos, a melhor forma de evitar os açúcares de adição é oferecer alimentos nutritivos, como as frutas, os vegetais, os grãos integrais, os lácteos, as carnes magras e limitar itens com pouco valor nutricional", ressalta a pesquisadora.


A prescrição para essa idade vale não só para o tipo refinado, mas também para o mel e a frutose, já que o cardápio de crianças tão pequenas deverá ser ocupado com nutrientes que serão determinantes para um desenvolvimento saudável.


Comercialmente, existe a meta de que até julho de 2018 todos os rótulos norte-americanos devam elencar a lista de quantidade de açúcar adicionado para que a recomendação seja seguida com facilidade pela população.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) também aconselha sobre essas quantidades ao destacar que o açúcar de adição não deve passar dos 10% de açúcares totais consumidos em um só dia.


Quanto aos adoçantes, o estudo não divulgou um posicionamento sobre o seu uso pelas crianças, alegando que não há fundamentação científica suficiente para tal.

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(Com informações do M de Mulher)


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