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Comer peixe durante a gestação pode gerar crianças inteligentes

Redação Bonde
26 set 2014 às 15:48

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O óleo de fígado de bacalhau marcou a infância de muita gente e, se depender de um grupo de médicos, continuará presente na rotina das pessoas.

A razão para isso está em um consenso formulado pela Associação Brasileira de Nutrologia, que traz um conjunto de estudos que confirmam a importância do consumo de alimentos que contenham o chamado DHA (ácido docosahexaenoico), tipo de ômega-3 encontrado em peixes comuns em águas profundas e frias, como salmão, atum, bagre, sardinha e as diferentes espécies de bacalhau.

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De acordo com Mario Cicero Falcão, doutor em pediatria pela Universidade de São Paulo (USP), o consenso do qual faz parte foca principalmente nos benefícios desse nutriente para gestantes, lactantes e crianças, mas isso não significa que pessoas de todas as idades não sintam o impacto positivo do DHA.


Consumir 200 miligramas do nutriente, o que equivale a três porções de 100 gramas de salmão por semana, basta para que o organismo sinta a diferença. Essa substância atua diretamente no desenvolvimento das estruturas do cérebro, do sistema nervoso central e dos olhos, durante a gestação.


Após o nascimento, o DHA continua atuando no desenvolvimento cognitivo e visual das crianças. Em adultos, o benefício está na prevenção de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. "Eu comprovei esse resultado em casa. Minha filha melhorou o rendimento escolar, porque melhorou o nível de atenção dela", afirma Falcão.


Segundo ele, apesar dos vários estudos que mostram esses resultados, o consumo de alimentos com DHA pelos brasileiros ainda é baixo. A razão, para o médico, não tem muita relação com o preço alto dos peixes que apresentam maiores quantidades do nutriente.


"Nós temos a questão do preço, mas o pior problema é cultural. O brasileiro não tem costume de comer peixe e aqueles que comem não consomem as espécies com mais DHA", diz. É por esse motivo que o consenso irá orientar médicos de diferentes especialidades a falar mais sobre isso com os pacientes, principalmente as grávidas.

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(Com informações infoexame)


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