Uma pesquisa da Ipsos, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina do King’s College London, mostrou que homens jovens estão adotando visões mais conservadoras sobre papéis de gênero, movimento que já impacta diretamente as escolhas afetivas femininas.
A pesquisa, feita em 29 países com 23 mil entrevistados, aponta que 31% dos homens da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) acreditam que a mulher deve sempre obedecer ao marido. Já 33% defendem que o homem deve ter a palavra final nas decisões importantes. Entre os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), esses índices caem para 13% e 17%, respectivamente.
Esse cenário justifica a mudança no comportamento feminino diante de relações percebidas como imaturas ou desalinhadas. Muitas mulheres passaram a buscar parceiros mais velhos e emocionalmente estruturados, como na hipergamia feminina, modelo em que o Sugar Daddy, homem mais maduro, experiente e bem-sucedido, oferece não apenas estabilidade emocional, mas também suporte financeiro à Sugar Baby.
Além da diferença de valores, o comparativo entre homens jovens e maduros também passa por questões comportamentais. Parte dos mais novos ainda demonstra desconforto diante da autonomia feminina, 24% acreditam que mulheres não devem parecer muito independentes, enquanto os mais velhos tendem a apresentar visões mais flexíveis e alinhadas às transformações sociais.
No estilo de vida sugar, essa diferença também se reflete na idade dos envolvidos: Sugar Daddies têm média de 38 anos, enquanto Sugar Babies têm, em média, 26 anos, recorte frequentemente observado em plataformas de Sugar Daddy site, como o MeuPatrocínio. A dinâmica reforça expectativas distintas dentro da relação, que vão além da idade e envolvem estilo de vida, ambições e visão de futuro. Segundo dados recentes do site, 75% dos Sugar Daddies afirmam investir no desenvolvimento pessoal e profissional das parceiras.
"O relacionamento sugar é uma troca de companheirismo e também de apoio. Daddies estão dispostos a ajudarem as babies na vida acadêmica e profissional também. Eles oferecem apoio financeiro, mas também motivam e incentivam a se desenvolverem nas áreas profissionais", destaca Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio.
“É preocupante perceber que as atitudes em relação à igualdade de gênero não são mais positivas, especialmente entre os jovens. Muitos homens da Geração Z não apenas impõem expectativas limitantes às mulheres, como também se prendem a normas de gênero restritivas”, afirmou Julia Gillard, presidente do Instituto Global de Liderança Feminina da King's Business School.
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