O Hospital Regional de Jundiaí recebe na segunda-feira (20) o urologista americano Gregg Eure, professor assistente da Eastern Virginia Medical School, que vem ao país treinar médicos no uso da tecnologia que vaporiza a próstata por meio de laser em um procedimento minimamente invasivo e sem cortes.
Acompanhado do urologista Anuar Mitre, Membro do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio-Libanês e Professor Titular de Urologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí, o especialista apresenta a terceira geração do equipamento conhecido como Green Light XPS, que permite que o procedimento seja realizado em menos tempo, com mais precisão, e também em próstatas acima de 100g - até então o limite de tamanho para cirurgia a laser.
A HPB é a doença mais comum da próstata e atinge 14 milhões de brasileiros, segundo dados da SBU - Sociedade Brasileira de Urologia. O aumento da glândula comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, prejudicando o fluxo normal da urina. É uma doença silenciosa que tem alto impacto na qualidade de vida, pode provocar infecção do trato urinário e até obstrução total da uretra. Entre os principais sintomas estão o aumento de idas ao banheiro, diminuição da pressão do jato de urina, dificuldade ou dor ao urinar e a sensação de que a bexiga não se esvazia.
De acordo com Mitre, a principal vantagem da cirurgia a laser é a ausência de sangramento. "Como a próstata é muito vascularizada, no método tradicional pode acontecer uma hemorragia intensa; algumas vezes o cirurgião precisa abandonar o procedimento transuretral e fazer uma incisão abdominal que não estava prevista para conter o sangramento", explica o urologista, referência nacional na especialidade, que usa a tecnologia a laser em todas as suas cirurgias. A recuperação no pós-operatório é outro diferencial do laser. "A urina já fica clara logo no dia seguinte, tornando possível retirar a sonda e dar alta para o paciente", afirma Mitre.
O tratamento ainda é um avanço para pacientes com doenças do coração, que precisam utilizar drogas anticoagulantes e antes não tinham alternativas de cirurgia. Como o sangramento é mínimo, não há necessidade de suspender o medicamento.