Muita gente nem imagina, mas com a evolução da medicina fetal nos dias de hoje já é possível diagnosticar e até mesmo tratar a saúde de uma criança mesmo quando a mesma ainda está na barriga da mãe. Mas como será que isso é possível?
Segundo o doutor Marcus Vinicius Mesquita, diretor da clínica curitibana Alphasonic – especializada em diagnósticos avançados por imagem – a medicina fetal evoluiu de forma rápida em todo o mundo e hoje é considerada uma das grandes vitórias da medicina. "Hoje nós conseguimos fazer exames modernos com alto grau de precisão, tanto na área de diagnose como na área de cirurgias intrauterinas. E com a chegada de novas tecnologias, como o ultrassom 4D – que nós já temos aqui na clínica – conseguimos várias informações para avaliar a saúde do feto através do exame morfológico, que deve ser feito no primeiro trimestre da gravidez", comenta Mesquita.
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Para quem não sabe, a evolução da medicina fetal começou na França na década de 80, quando alguns médicos relataram um novo procedimento chamado de cordocentese, que nada mais é do que, sob a monitorização do ultrassom, a introdução de uma agulha no abdômen da mãe para puncionar o cordão umbilical e então coletar uma quantidade de sangue fetal. Com isso, os franceses abriram portas para verificar o grau de anemia fetal e, com isso, realizar transfusões de sangue para salvar a vida das crianças.
"Aqui no Brasil essas técnicas cirúrgicas ainda são novidade, mas já estamos bem avançados no que se refere à exames e diagnósticos de crianças ainda no ventre de mãe. Com isso, é possível avaliarmos e diagnosticarmos a saúde para tomar as devidas providências de prevenção ou tratamento", acrescenta o diretor da Alphasonic.
Os exames pré-natais
São considerados a maneira mais segura e eficiente para diagnosticar doenças genéticas, congênitas e de má-formação. "Com as novas tecnologias que temos aqui na Alphasonic conseguimos diagnosticar problemas que podem ser corrigidos ainda no útero, geralmente a partir da 20ª semana de gestação, sem grandes riscos para a mãe e para o filho. Além disso, os exames também asseguram os pais de que a saúde do filho durante a gestação está normal", explica Marcus.
Entre os exames que devem ser realizados estão o de sangue para saber se a gestante já teve rubéola, toxoplasmose, HIV, citomegalovírus e hepatite B. Ele deve ser feito por todas as futuras mamães no primeiro trimestre da gravidez. Outro exame é o de translucência nucal, feito por meio de ultrassom transvaginal ou abdominal, para saber se a criança tem alterações cromossômicas que ocasionam, entre outras patologias, a síndrome de down. Este deve ser feito entre a 11ª e 14ª semana de gravidez.
O ultrassom morfológico, por sua vez, detecta má formação entre a 18ª e 24ª semana de gestação. Existe ainda a ecocardiografia fetal, que é feita por meio de ultrassom pélvico para avaliar a má-formação cardíaca da criança. Este exame pode ser feito a partir da 20ª semana. Finalmente, um dos mais esperados pelas mães, que é o ultrassom 4D, também a partir da vigésima semana. O exame permite visualizar, fotografar e filmar de forma nítida os traços da criança, e ainda permite aos médicos visualizarem qualquer alteração.
"Estes são apenas alguns dos exames que as mamães devem fazer para passar os nove meses da gravidez tranquila e segura de que a saúde do filho está em dia. Portanto, ao descobrir a gestação, a paciente deve procurar imediatamente o seu médico para começar o pré-natal e garantir uma gestação segura", finaliza o diretor da Alphasonic.