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Tabaco pode matar 1 bilhão somente neste século

Redação Bonde
24 mai 2011 às 18:47

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A Organização Mundial de Saúde publicou nas últimas semanas o relatório que acompanha o vício de cigarro em todo o mundo. De acordo com o diretor da "Iniciativa Livre de Tabaco da OMS", Douglas Bettcher, governos dos países em desenvolvimento devem tomar medidas mais severas para combater o fumo.

O Paraná é um dos Estados pioneiros no combate ao fumo. O presidente da Associação Paranaense Contra o Fumo e também presidente da Associação Médica do Paraná, José Fernando Macedo, chama atenção para o tema. "Quase três décadas depois da primeira manifestação pública contra o tabagismo, surgem movimentos, ações e agora leis importantes que mantém o desejo vital de cercear esse hábito nocivo à saúde. O cigarro é uma droga altamente destrutiva e as pessoas precisam se conscientizar desta gravidade", disse Macedo.

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Às vésperas do Dia Mundial sem Tabado (31/05) especialistas chamam atenção para o tema destacando que as atenções devem se voltar para os jovens.


Mortes evitáveis

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As taxas mais altas de doenças geradas pelo uso de tabaco estão sendo registradas nos países de rendas baixa, média e países em desenvolvimento. Há muitos anos a OMS chama atenção alertando que são mortes evitáveis.


O médico otorrinolaringologista e livre docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Jayme Zlotnik confirma a realidade apresentada pela OMS. Segundo ele, o cigarro continua sendo problema de saúde pública e de fato é a maior causa evitável de doenças. "O cigarro é mortal e o número de pessoas que morrem com doenças relacionadas ao tabagismo é maior que AIDS, tuberculose ou até mesmo acidentes como incêndios. O vício ainda é a maior causa de doenças evitáveis em todo o planeta", explica o médico.


Além de matar precocemente, os dados científicos têm apresentando informações importantes. "As pessoas que fumam não morrem vítimas apenas de câncer no pulmão, mas há uma série de doenças graves em volta de todo o vício. Quanto mais cedo as pessoas começarem a fumar, maior será o prejuízo e muito maiores serão os problemas pela frente", conta Zlotnik apontando que o Brasil registra 200 mil mortes por ano por doenças associadas ao fumo. Diariamente são sete óbitos.

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"Hoje este problema preocupa o mundo todo principalmente porque o número de jovens que fumam está aumentando", destaca Zlotnik. No computo geral, o número de fumantes reduziu no País, conforme apontou o último senso realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010. "A autoafirmação é a principal justificativa para que os jovens, principalmente as meninas, comecem a fumar cada dia mais cedo. Além de influências de amigos, o cigarro acaba sendo um vestibular para drogas mais pesadas como o craque, a cocaína e a maconha. O resultado é a dependência e os prejuízos graves no futuro" alerta Jayme Zlotnik (com ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ - AMP).


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