Mesmo com toda a tecnologia disponível para diagnóstico precoce de cardiopatias antes mesmo do nascimento do bebê, algumas doenças podem passar despercebidas e se manifestarem mais tarde.
Por isso se deve ficar atento a sinais como cansaço, falta de ar durante as mamadas ou esforço físico, até mesmo a dificuldade de ganho de peso ou infecções respiratórias frequentes. Em casos de arritmia, os sintomas podem incluir palpitações desmaios e tontura.
"Procurar rapidamente por um pediatra, caso algum sintoma seja percebido, se faz necessário para a avaliação de possíveis problemas cardíacos. Posteriormente, a criança poderá ser encaminhada a um cardiologista pediátrico para realização exames específicos, a fim de detectar anomalias no coração", orienta a Dra. Ieda Jatene, Chefe do setor de cardiopatias Congênitas do HCor.
Os exames mais comuns para detectar cardiopatias em crianças, além da ausculta cardíaca são: o eletrocardiograma, que avalia se há arritmia, o raio X de tórax que mostra o tamanho do coração e avalia os pulmões e o ecocardiograma, que verifica a estrutura e o funcionamento do coração, além da direção do fluxo do sangue nas cavidades. Dependendo da necessidade, os médicos solicitam exames mais específicos.
Dentre as cardiopatias adquiridas, a obesidade e o sobrepeso também são fatores prejudiciais à saúde cardiovascular das crianças, podendo estar associados à hipertensão e diabetes.
"Por isso, alimentação balanceada, pratica de atividade física adequada e exames complementares orientados por médico devem ser considerados para prevenção de futuras doenças", finaliza a Dra. Ieda.
Uma pesquisa realizada pelo HCor detectou 99 casos de arritmia cardíaca em crianças e adolescentes com menos de 15 anos; entre elas, crianças recém-nascidas, de baixo peso e com cardiopatias congênitas associadas. A análise ocorreu entre 2010 e 2013.