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Laboratório público

Saúde acompanha avaliação de qualidade de teste rápido de zika

Redação Bonde com Agência Saúde
14 jun 2016 às 14:31

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O teste rápido para diagnosticar o vírus zika desenvolvido pela BahiaFarma passará por avaliação de qualidade. Todos os exames de diagnósticos oferecidos pela rede pública de saúde devem ser aprovados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS). Somente depois dessa análise que o produto poderá ser incorporado ao SUS. Nesta segunda-feira (13), o laboratório público apresentou a nova tecnologia ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante sua visita a Salvador, na Bahia.

O teste da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (BahiaFarma), permite identificar anticorpos na corrente sanguínea (técnica IgM) e também consegue verificar se a pessoa já teve infecção pelo Zika em algum momento da vida (técnica IgG). O produto desenvolvido pelo laboratório público, que é vinculado à Secretaria Estadual de Saúde da Bahia, já foi registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode ser comercializado na rede privada.

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Caso seja aprovado no controle de qualidade, o teste será analisado por uma comissão específica do Ministério da Saúde, capacitada para avaliar a eficácia, segurança e custo benefício dos produtos, garantindo assim as melhores escolhas para o funcionamento do sistema público de saúde e a proteção da população.


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou a importância no desenvolvimento de novas tecnologias que beneficiam diretamente a população. "Esse teste oferece um resultado rápido que permite saber se a pessoa já foi infectada pelo Zika e assim já estaria imunizada. Assim que tivermos a confirmação de qualidade do teste poderemos fazer a negociação de quantidade e valores para podermos consolidar este kit para nossa rede de saúde pública", concluiu Barros.


NA REDE PÚBLICA – Atualmente, o teste disponível no SUS para diagnóstico do vírus Zika utiliza a técnica PCR (biologia molecular), que só detecta a doença na fase mais aguda, quando o paciente ainda apresenta sintomas. Essa tecnologia é a única disponível no momento que não apresenta problema de falsos diagnósticos. Os outros testes que poderiam detectar Zika mesmo sem sintomas, que são os testes de sorologia, ainda não são 100% eficazes. Aqueles que estão disponíveis no mercado podem dar positivo caso a pessoa já tenha sido infectada pela dengue anteriormente.

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Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde distribuiu 250 mil testes PCR para os laboratórios centrais de saúde pública e para os laboratórios de referência. Outras 250 mil unidades estão disponíveis para envio, de acordo com as demandas dos laboratórios. Vale esclarecer que a testagem não é necessária para o início do tratamento da doença, uma vez que os medicamentos são receitados de acordo com os sintomas de cada paciente. No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 6 milhões na aquisição dos testes PCR.


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