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Identificar os casos

Saiba respeitar o ritmo de crescimento do seu filho

Redação Bonde / Assessoria de Imprensa
07 out 2014 às 14:06

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Existe uma preocupação exagerada com o crescimento da criança. Há, inclusive, uma pressão da sociedade por padrões que incluem a alta estatura, alimentada por pesquisas do tipo 'profissionais mais altos têm salários melhores', fazendo crescer ainda mais a ansiedade das crianças e das famílias. É o que alerta de Myrna Campagnoli, endocrinopediatra.

De acordo com a médica, uma prova desta preocupação é o fato de a procura por testes para detectar deficiência de hormônio do crescimento ter aumentado. Hoje chegam a bem mais de mil exames por ano. Este aumento do número de provas nos últimos anos demonstra, no entender da Dra. Myrna, uma maior preocupação com o diagnóstico da baixa estatura.

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A especialista explica que o hormônio de crescimento ou GH (Growth Hormone) é um hormônio sintetizado e secretado pela hipófise anterior, glândula que produz muitos hormônios importantes para a saúde. Este hormônio estimula o crescimento e a reprodução celular. Embora o ganho de altura seja o melhor efeito conhecido do GH na infância, o hormônio também assiste muitas outras funções metabólicas, como o aumento da retenção de cálcio e da mineralização dos ossos, da massa muscular, indução à síntese de proteínas e o crescimento de vários órgãos do corpo.


A especialista também lembra que, além da produção hormonal, outros fatores interferem no crescimento. A alimentação balanceada, atividades físicas regulares e a boa qualidade do sono contribuem positivamente para o desenvolvimento da criança. Os fatores genéticos e a presença de outras doenças sistêmicas também interferem no crescimento.


Por isso, o acompanhamento do crescimento é imprescindível para identificar os casos em que não há doença e sim uma variação individual do crescimento "Existem crianças que demoram mais para crescer, por razões genéticas, hormonais ou metabólicas.

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O que os pais devem fazer é manter o acompanhamento pediátrico regular e realizar os exames os de rotina, conforme solicitado pelo seu médico. E se necessário, consultar o especialista. Devemos evitar a supervalorização do peso e da estatura como preditores de 'normalidade'", pondera a médica.


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