O câncer de ovário é um dos mais difíceis de ser diagnosticado e pode ser letal. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se o surgimento de 5.680 novos casos da doença no Brasil em 2014.
Esse tipo de câncer ocupa o quinto lugar em mortes por câncer entre as mulheres, sendo o responsável por mais óbitos do que qualquer outro que atinja o sistema reprodutivo feminino.
Prevenção
Segundo a médica radiologista Lidia Fumiko Yabuuti Kariya, da MP Diagnósticos em Londrina, a prevenção pode ajudar a localizar o problema e contribuir para o tratamento.
A ultrassonografia pélvica (via transabdominal ou transvaginal) e a medição do marcador tumoral sanguíneo CA 125 (80% das mulheres com câncer de ovário apresentam CA 125 elevado) são, conforme a especialista, dois exames fundamentais para estabelecer o diagnóstico da doença.
E ainda acrescenta que exames como raio-x torácico, tomografia computadorizada, ressonância magnética, avaliação da função renal e hepática e exames hematológicos podem auxiliar no diagnóstico dos casos avançados.
"Uma visita regular ao ginecologista, permite que toda mulher tenha acesso a esses exames, além de mamografia e citologia oncótica (Papanicolau), todos fundamentais para o diagnóstico e prevenção de cânceres", garante Lidia.
Segundo ela, assim como são encontrados cistos em exames de rotina de ultrassonografia pélvica, também são detectadas lesões cancerosas em ovário, e estas são melhor visibilizadas em exames por via transvaginal devido à melhor análise da textura do órgão.
Em casos mais extremos, a laparoscopia exploratória, seguida de biópsia e/ou retirada do tumor, permite observar se há comprometimento de outras regiões e órgãos.
"Trata-se de um exame invasivo, feito quando existe praticamente certeza de encontrar um câncer", observa a radiologista da MP Diagnósticos.
O câncer de ovário pode causar vários sinais e sintomas, mas infelizmente isso acontece quando a doença já se disseminou para outros órgãos.
"Por isso a importância da prevenção, de procurar um médico e de fazer os exames de rotina", ressalta a radiologista. Entre os sintomas mais comuns estão dor pélvica ou inchaço abdominal; dificuldade na alimentação; irregularidade menstrual; necessidade urgente e frequente de urinar.
Riscos
Segundo a médica, o risco de desenvolver câncer de ovário é motivado por diversos fatores genéticos, hormonais e ambientais. Entre eles, histórico familiar de câncer de mama ou de ovário e reposição de estrogênio (sem progesterona) por cinco anos ou mais.
Dados da literatura médica, segundo ela, apontam que hoje a doença pode acometer mulheres em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 40 anos. Cerca de 50% das mulheres que são diagnosticadas com câncer de ovário têm 63 anos ou mais.
(Com informações MP Diagnósticos Londrina)