A incontinência urinária atinge cerca de 10% da população feminina mundial, número que sobe para perto de 30% entre mulheres com mais de 30 anos e chega à metade das mulheres com mais de 50 anos. O problema, que poderia ser evitado ou tratado através de exercícios simples, persiste principalmente pela falta de informação.
Segundo a fisioterapeuta Maura Seleme, coordenadora do curso de Fisioterapia Pélvica da Faculdade Inspirar e presidente da Associação Brasileira de Ajuda e Formação sobre Incontinência Urinária (Abafi), a principal barreira na prevenção da incontinência urinária é a falta de informação. Segundo ela, o período ideal para iniciar a prevenção é na fase escolar.
De acordo com a fisioterapeuta, mais do que uma questão de saúde, a ncontinência urinária traz diversos problemas psicológicos e sociais, como diminuição da autoestima, queda no rendimento profissional e dificuldades de relacionamento conjugal. A incontinência urinária é também considerada o primeiro fator de exclusão dos idosos do convívio com sua família.
As principais causas do problema são o enfraquecimento da musculatura pélvica, que pode ser provocado pela prática de esportes de alto impacto, partos feitos sem o devido preparo da musculatura pélvica, obesidade e pelo envelhecimento da musculatura, que ocorre com maior intensidade a partir da menopausa.
Fisioterapia é indicada
Segundo Maura, a fisioterapia é recomendada internacionalmente pela sociedade Internacional de Continência (ICS), que envolve profissionais de diversas áreas ligadas ao problema em todo o mundo, como ginecologistas, urologistas, geriatras, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros.
Maura ressalta que a fisioterapia é o tratamento mais indicado por ser menos invasivo, não apresentar efeitos colaterais e não impedir outros tratamentos subsequentes.