O Governo do Paraná trabalha em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) – Litoral Sul para melhorar a qualidade do atendimento de gestantes e bebês indígenas pela Rede Mãe Paranaense. O objetivo é garantir o acesso da comunidade a todas as consultas, exames e demais serviços necessários para o acompanhamento da gestação e do desenvolvimento dos bebês, em especial até o primeiro ano de vida.
A parceria surgiu da necessidade de articular ações conjuntas para reduzir os índices de mortalidade materna e infantil relacionados à etnia indígena. Atualmente, o que mais preocupa é o número de óbitos infantis, que em muitos casos poderiam ter sido evitados se houvesse um trabalho de acompanhamento mais próximo.
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Ao analisar o perfil dos óbitos infantis da população indígena paranaense, as autoridades de saúde descobriram que a maior parte das mortes aconteceu no período pós-neonatal - entre o 28º e o 364º dia de vida do bebê. Diferente do que ocorre com crianças de outras etnias, cuja maioria das mortes é registrada durante o período perinatal, entre a 22ª semana de gestação e o 7º dia de vida da criança.
De acordo com a chefe do Departamento de Atenção Primária da Secretaria Estadual da Saúde, Shunaida Sonobe, os dados mostram que é preciso reforçar a atenção à saúde das crianças indígenas quando elas já estão em casa, após a alta hospitalar.
"Estamos trabalhando para articular o trabalho desenvolvido pelas equipes responsáveis pelo atendimento de saúde nas aldeias com o restante da rede pública. Só assim poderemos intervir de forma eficaz na prevenção de mortes precoces", afirmou.