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Professor emagrece 80 quilos em um ano e cinco meses sem cirurgia ou remédios

Redação Bonde com assessoria de imprensa
03 jul 2015 às 16:29

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O professor do Curso de Graduação em Enfermagem, Arandir de Souza Carvalho, de Pirapetinga (MG), encontrava-se em um quadro severo de obesidade mórbida quando decidiu mudar seus hábitos alimentares e estilo de vida. Com 34 anos e 1,77 de altura, pesava 164 quilos, o que corresponde a um Índice de Massa Corporal (IMC) de aproximadamente 52, sendo o ideal 25.

O professor só se deu conta do tamanho do problema que estava enfrentando quando foi se pesar em uma balança que tinha a capacidade máxima de 130 quilos e ela não conseguiu calcular o seu peso. Passou, então, para uma de 140 quilos, 150 e, quando a de 160 já não era mais suficiente, se assustou. "Percebi que era hora de tomar uma atitude, pois minha vida implorava por ‘agoras’. Naquela altura, eu já sentia dores em algumas partes do meu corpo e não tinha disposição para certas atividades básicas da vida cotidiana".

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O professor, que tem uma irmã nutricionista, passou a estudar sobre alimentação para compreender o que poderia fazer a respeito da sua situação e não começar uma dieta por impulso, como já havia feito diversas vezes.


Nesse mesmo período, uma amiga do trabalho comentou sobre um aplicativo que poderia ajudá-lo, o Dieta e Saúde, que, já na versão gratuita, calcula os pontos dos alimentos, sugere a quantidade diária de PontosDS para cada pessoa, dá opções de cardápios e incentiva a prática de atividades físicas. Ele também decidiu cortar o consumo de qualquer tipo de carne e iniciou uma dieta sem glúten e lactose.

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Para ele, era muito difícil ter de abrir mão de coisas que ele gostava de comer, mas a indisposição para atividades cotidianas o assustava! "Eu já não conseguia fazer mais coisas básicas, como dirigir, andar de bicicleta e tinha receio de andar de avião. A ansiedade aumentava ao ser convidado para festas, pois eu tinha receio de passar por alguma situação desconfortável, como sentar numa cadeira de plástico e quebrá-la", reforça.


Antes da mudança de hábitos alimentares, a dieta do mineiro era rica em doces, frituras, massas, fast-food, alimentos industrializados, enlatados e embutidos. Hoje, seu cardápio é repleto de porções de vegetais, legumes, frutas, oleaginosas - como castanha do pará e macadâmia -, sementes como chia e linhaça, e outros alimentos que possuem propriedades antiinflamatórias, anticancerígenas, antioxidantes e antimicrobianas. "Desde o início, o aplicativo foi o meu grande aliado. Após cada refeição, eu lançava os alimentos que eu consumia e o Dieta e Saúde calculava os pontos. Ao mesmo tempo, indicava se aquele alimento faria bem ou não para minha nutrição. Ele não me deixava ultrapassar ou me perder quanto ao limite diário de pontuação, ajudando assim a alcançar o meu objetivo", lembra Arandir.

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Outro aliado importante na mudança na vida do professor foi a prática de atividades físicas. Durante os primeiros seis meses, o mineiro apenas caminhava, uma vez que, segundo ele, era o máximo que conseguia fazer, em decorrência do seu baixo condicionamento físico. Conforme a perda de peso, foi se arriscando mais e impôs uma rotina de treinos que mesclava atividades aeróbicas e musculação, até seis vezes por semana.


Segundo Arandir, mesmo com uma vida muito corrida, ele arrumava tempo para, junto com sua mãe, a quem atribui grande parte do seu sucesso, preparar suas refeições. "Para facilitar e não estar sujeito a comer besteiras na rua, eu carregava comigo uma bolsa térmica com os meus lanches. Já para as refeições principais, eu comia em restaurantes de gastronomia funcional ou vegetariano. Algo que me ajudou muito nesse processo foi a separação de uma parte da despensa e da geladeira apenas para os meus alimentos, assim não se misturavam com o do resto da família que possuía uma alimentação diferente".

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O mineiro reforça que o início foi muito difícil, mas que a compreensão da família, o apoio dos alunos e amigos e a prática da religiosidade foram fundamentais para que ele seguisse adiante. "Hoje eu me sinto muito mais confiante, sobretudo pelo reconhecimento que recebo de todos ao meu redor. Minha autoestima é outra, sei que posso fazer coisas que já não fazia há muito tempo", finaliza.


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