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Queda de risco

Problemas cardiovasculares fatais podem ser evitados ainda no pronto-socorro

Redação Bonde com assessoria de imprensa
03 jul 2015 às 16:10

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Reprodução
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Um estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgado neste ano revelou que 40% a 65% das mortes por Infarto Agudo do Miocárdio ocorrem na primeira hora após o início dos sintomas. Por isso, é importante procurar um pronto socorro assim que a pessoa sentir os primeiros sintomas, ao invés de ficar esperando em casa para ver se passa.

Além dos tradicionais eletrocardiograma (para detecção de infarto) e ecocardiograma (para diagnosticar a insuficiência cardíaca), que são os exames rotineiramente solicitados pelos médicos para confirmação do diagnóstico após avaliação clínica inconclusiva, dois testes mais recentes, disponíveis no ambiente hospitalar, têm cumprido o papel de identificar com maior agilidade e sensibilidade os principais problemas cardiovasculares fatais.

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São eles o a Troponina T de Alta Sensibilidade, que reduz o tempo de diagnóstico de um infarto em até 3 horas, se comparado aos testes de troponina anteriores (chamados de 4º geração) – o que permite o diagnóstico em estágio inicial – e o teste NT-proBNP, usado em emergências para melhor identificar os casos de insuficiência cardíaca.


"A maioria dos casos de infarto não apresenta alteração no eletrocardiograma, por isso é essencial a realização, ainda no pronto-socorro, dos testes necessários para assegurar o correto diagnóstico e o melhor tratamento para o paciente", diz o Mucio Tavares, Diretor de Pronto-Socorro do InCor-SP.

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Já nos casos de insuficiência cardíaca, a falta de ar - também conhecida como dispneia - é o principal sintoma que leva o paciente a procurar o serviço de emergência, de acordo com o médico. Mas, em pelo menos 1/3 dos casos há incerteza no diagnóstico depois da avaliação clínica, o que demanda o pedido de exames como o NT-proBNP, capazes de antecipar o diagnóstico. "O ecocardiograma, que seria o exame mais comum, está disponível em apenas 37% dos hospitais".


Dados da campanha "Coração Alerta", promovida pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, apontam que uma média de 80 mil pessoas – uma a cada cinco minutos – morrem por infarto todos os anos no Brasil.

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De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, mais de 300 mil pessoas sofrem uma parada cardíaca a cada ano no país. Considerando os dados da campanha, isso significa que o infarto agudo do miocárdio é responsável por quase 30% de todas as mortes registradas no país. "A maior parte das mortes por infarto agudo do miocárdio ocorre fora do pronto-socorro, geralmente desassistidas pelos médicos ou profissionais de saúde, mas é nosso papel evitá-las quando há acompanhamento clínico, especialmente dentro do ambiente hospitalar", diz Mucio.


Abaixo, seguem mais algumas informações sobre os exames mencionados nesta sugestão e outros dados que podem complementar o tema.

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Doenças cardiovasculares


· Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares, como cardiopatia isquêmica e infartos, continuam sendo a primeira causa de mortes no mundo: 17,3 milhões de pessoas morrem de doenças cardiovasculares anualmente.

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· No Brasil, segundo o Instituto DATASUS, 20 mil brasileiros sofreram óbito por isquemias do coração em um ano.


· É possível reduzir em 50% a taxa de mortalidade no país, o que representa uma meta de 100 mil vidas salvas até o final deste ano, se a população for orientada sobre os sintomas e principais fatores de risco do infarto, incentivando os brasileiros a buscarem acompanhamento médico e realizarem testes, periodicamente, que levem ao seu diagnóstico precoce.

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· De acordo com a OMS, 80% dos ataques cardíacos prematuros poderiam ser prevenidos. A previsão da organização é de que até o ano 2030, 23 milhões de pessoas sofrerão óbito por doenças cardiovasculares.


Teste Troponina T de Alta Sensibilidade

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· Reduz o tempo de diagnóstico de um infarto em até 3h, se comparado ao exame de Troponinaconvencional (4º geração), o que significa que é possível identificar o problema em estágio inicial;


· Apresenta 6,6% de melhoria no diagnóstico de infarto e melhora de 21% quando os sintomas tiveram início há menos de 3 horas;


· Demonstra sensibilidade de 95%


· Para detecção de infarto, o primeiro exame de rotina aplicado é o eletrocardiograma. No entanto, a maioria dos casos de infarto não teve alteração apresentada no exame. (infarto sem supra ST).


Teste NT-proBNP


· Usado em emergências para prever insuficiência cardíaca


· Segundo o estudo da PrideStudy, publicado em 2006, existe a duvida diagnóstica em cerca de 30% dos pacientes que dão entrada no pronto-socorro com falta de ar (dispneia).


· No entanto, a dispneia é o principal sintoma que leva o paciente a procurar atendimento hospitalar


· Nesse caso, o NT-proBNP tem o potencial de auxiliar o médico a fazer o diagnóstico diferencial da causa da dispneia (doença cardíaca ou pulmonar)

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· Para insuficiência cardíaca, o exame mais comum solicitado é o ecocardiograma. No entanto, ele está disponível em apenas 37% dos hospitais no Brasil.


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