Ambientes fechados com aglomerações de pessoas são exemplos de locais propícios para a transmissão de meningite meningocócica, infecção grave causada por bactéria que pode evoluir para a morte. A fim de evitar possíveis surtos, ou epidemias, como a que já ocorreu no Brasil na década de 70, a Secretária de Saúde alerta sobre cuidados para evitá-la e esclarece o trabalho de monitoramento realizado para conter a doença.
Segundo a responsável pelas doenças transmissíveis da Secretaria de Saúde, Nilce Haida, a meningite é constantemente vigiada nos 399 municípios do Paraná. "Entretanto, em algumas regiões como Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Curitiba e Região Metropolitana, locais com maior prevalência no estado, o controle é feito com maior rigor", esclarece Haida.
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A doença pode se manifestar clinicamente de duas maneiras: na forma hemorrágica (manchas com pontos sanguinolentas, feridas e hemorragias) e na clínica (febre, dor de cabeça, vômito, e rigidez na nuca). "A meningite apresenta 13 sorogrupos, sendo que os responsáveis, com maior freqüência pela doença meningocócica, são os tipos A, B e C. A grande epidemia evidenciada na década de 70 foi causada pelo meningococo do tipo A e C. Nesta epidemia, o Paraná apresentou mais de 2000 casos e perto de 400 óbitos", explica Haida.
De acordo com dados preliminares da Secretaria, de 2007 a 2008 houve um decrécimo no número de casos detectados no Paraná. Foram 132 ocorrências em 2008 com 19 óbitos enquanto que em 2007, foram 151, com 34 óbitos.[/left]