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Desenpenho estrutural

Pontos que os homens devem dar atenção à saúde

Redação Bonde
06 out 2014 às 16:02

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Em 1945, a expectativa de vida para o homem no Brasil era de 43 anos. Passadas seis décadas, e graças a fatores sociais e econômicos como a melhoria do saneamento básico, o maior acesso à educação, a distribuição de renda mais igualitária e o progresso da medicina, o brasileiro do sexo masculino alcança hoje, em média, 71 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ou seja, estamos vivendo mais. Esse fato traz à tona um desafio: o que fazer para desfrutar melhor todo esse tempo extra? Primeiro, parece óbvio dizer que cuidar da saúde é a primeira providência para garantir que a passagem dos anos seja proveitosa. Mas os homens vacilam.

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Um estudo realizado com 2 mil voluntários americanos revelou que 52% dos entrevistados só procuram o médico quando já estão com um problema instalado e 50% admitem essa resistência, por terem medo de encontrar um problema sério de saúde. "Os homens acham que, assim, estão se preservando do sofrimento de descobrir algo de ruim consigo.


Encaram a doença como fraqueza. Isso é um erro! ", diz o cardiologista Artur Zular, mestre em gerontologia. Nunca é tarde, porém, para apostar em mudanças positivas. "Mais do que prevenir doenças, deve-se criar um estoque extra de saúde para os anos que virão", afirma Paulo Roberto Corrêa, fisiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Os pontos fundamentais aos quais você deve dar atenção para prolongar a sua juventude. Tanto de malhação e de saúde como também de cuidados com a aparência e os aspectos emocional e intelectual. "Esses pilares agem como a abertura de um paraquedas, que desacelera o declínio do organismo durante o envelhecimento", completa Gabriel Vieira, educador físico e professor.


AOS 20 ANOS

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Atividade física


Nessa fase da vida, o organismo está no auge. "Graças ao maior teor de testosterona, é mais fácil ganhar massa magra", destaca Bianca Ramallo, professora de educação física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Capriche, portanto, nos exercícios de força e resistência: músculos fortes criam uma boa proteção para as articulações e os ossos. Treinos musculares e de impacto, como a corrida, aliás, fortalecem o esqueleto.

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As atividades aeróbicas (nadar, pedalar) também melhoram a circulação e levam mais nutrientes até os ossos — uma boa aposta contra a osteoporose, doença caracterizada pela redução progressiva da densidade óssea e pelo aumento do risco de fraturas. Não se esqueça da trabalhar a flexibilidade, para garantir a amplitude de movimentos dos músculos, ligamentos e tendões.


Com isso, sua independência motora será sempre preservada. Musculação, futebol, surfe, natação: teste várias modalidades e escolha a que mais tem a ver com você. "É o melhor jeito de descobrir do que gosta e a qual modalidade seu corpo reage com mais eficácia", diz Paulo Corrêa, fisiologista em São Paulo.

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AO 30 ANOS


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Atividade física

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Nessa faixa etária, o organismo do homem já mudou um bocado e estão mais evidentes certos traços característicos da idade, como a desaceleração no metabolismo. "Ela é motivada por fatores como a queda no nível de testosterona e, principalmente, o aumento da concentração de gordura no corpo, fruto da rotina de exercícios reduzida", diz Gabriel Vieira.


Sem contar que dos 30 aos 35 anos, os homens tendem a perder de 1% a 2% de massa muscular a cada ano. A relação entre os músculos e a manutenção do peso é direta: mesmo em repouso, eles consomem mais energia do que gordura para se manterem vivos. Portanto, quanto mais massa magra você tiver, mais o metabolismo atua e mais calorias são detonadas.

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Além das atividades de força, como a musculação e os exercícios funcionais, boa tática para manter sua máquina a todo o vapor é apostar nos treinos aeróbicos intervalados, que combinam períodos de pausa com estímulos mais intensos. Isso coloca o corpo em alerta, já que ele precisa se readaptar às mudanças de intensidade. "O formato pode ser aplicado em corrida e natação, com os tiros, e em rotinas de bike, a exemplo das aulas de spinning", destaca Vieira.


AOS 40 ANOS


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Atividade Física


Estima-se que a partir dos 40 anos a capacidade aeróbica sofra um declínio de 10% a cada década. Esse valor sofre alterações de acordo com o estilo de vida que você estiver levando. "Homens que treinam com regularidade reduzem essa perda a 5,5% a cada década, enquanto nos sedentários ela pode chegar a 12%", diz Bianca Ramallo.


Com isso, os ativos têm uma vantagem de dez anos entre o envelhecimento cronológico e o fisiológico. Ou seja, eles chegam aos 50 com a capacidade física comum aos 40. Não deixe de se exercitar, sobretudo na parte aeróbica. Modalidades como corrida, natação e pedal são aliadas no combate à hipertensão pois ajudam a tornar eficientes o bombeamento e a distribuição de sangue.


Um bônus: colocar o corpo em movimento preserva a saúde reprodutiva. Um estudo da Universidade Harvard (EUA) mostrou que homens que treinam ao ar livre ou fazem musculação têm maior concentração de esperma no sêmen, em comparação aos preguiçosos.


AOS 50 ANOS


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Atividade física


De acordo com o professor de educação física Gabriel Vieira, estatísticas mostram que um a cada oito homens com 50 anos ou mais sofre fraturas relacionadas à osteoporose. Mas a presença dessa doença ou do estágio anterior a ela, a osteopenia, não significam que a pessoa deve deixar de lado a prática física.


Ao contrário! "Indivíduos ativos preservam maiores valores de densidade óssea", garante Gabriel. Para garantir a segurança na hora de exercitar, eleja atividades aeróbicas de baixo impacto, como a caminhada, além de musculação bem orientada e modalidades que estimulam o conhecimento do corpo e minimizam a incidência de quedas, a exemplo de ioga, dança e tai chi chuan.


Nessa faixa etária, sente-se ainda a diminuição da flexibilidade, o que pode gerar complicações para realizar tarefas simples, como agachar-se para amarrar os sapatos e se vestir. Portanto, alongue-se todos os dias, mesmo naqueles em que não estiver treinando.

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(Com informações mens health)


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