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Pintas pelo corpo podem ser um alerta de câncer

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
07 mar 2017 às 14:54

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Reprodução/Pixabay
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O tipo de pele é um fator importante para o surgimento dos nevos (do latim, defeito), que são as pintas. Algumas pessoas consideram um charme, outras já não gostam. Elas podem surgir tanto por influência da genética quanto por exposição à luz ultravioleta.

"Os nevos melanocíticos, ou pintas, são tumores benignos que se originam da multiplicação e conglomeração dessas células. Elas estão presentes na pele desde o nascimento, mas nessa fase da vida, a presença de pintas é rara (nevos congênitos). Ao longo dos anos elas se multiplicam e acabam por se tornar visíveis", exemplifica a oncologista Carolina Rutkowski.

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As pintas merecem atenção de todos porque elas podem indicar um tipo de câncer de pele, inclusive as pintas de nascença. "Durante a vida embrionária, algumas células se alteram e formam os nevos congênitos, lesões benignas que são popularmente chamadas de ‘pintas de nascença’. O câncer de pele pode, sim, se desenvolver em um nevo congênito. Esse risco varia entre 1 - 5 % ao longo da vida", explica a oncologista.


Feridas que não cicatrizam, coceira, sensibilidade e mudanças na superfície da pinta também são alertas de risco que devem ser examinados juntamente com o médico. Também é possível realizar o autoexame por meio da regra do ABCD, divulgada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que ensina a identificar as alterações nas pintas de um jeito simples: Assimetria, Bordas irregulares, Cores não uniformes e aumento no Diâmetro das marcas.


Quem possui muitas pintas e manchas é aconselhável procurar um dermatologista frequentemente para verificá-las. "Quanto mais cedo identificado o problema, maiores são as chances de cura. Por isso, é aconselhado fazer uma biópsia sempre que houver suspeita", afirma a oncologista.

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As formas de proteção incluem o uso de protetor solar todos os dias do ano. Carolina Rutkowski diz que não só a pinta, mas o corpo em geral precisa de proteção contra a radiação ultravioleta, inclusive nos dias nublados, quando até 80% dos raios UV chegam à Terra. "Para atuar de forma eficaz, o filtro solar deve ser usado 15 a 30 minutos antes da exposição ao ar livre, em quantidade adequada, e replicado a cada duas horas", conclui.


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