Corpo & Mente

Pesquisa analisa impacto terapêutico em pacientes com câncer de mama

13 out 2014 às 15:08

Um estudo randomizado avaliou por um período de 50 meses a sobrevida global de 808 pacientes com câncer de mama metastático HER2+, um dos mais agressivos entre os quatro subtipos da doença. Como resultado, a pesquisa apresentou evidências que apontam para um novo padrão terapêutico em primeira linha para câncer de mama metastático HER2+.

Denominado "CLEOPATRA", o estudo analisou o impacto terapêutico entre um grupo de pacientes que recebeu dois anticorpos monoclonais (pertuzumabe + trastuzumabe) mais quimioterapia (docetaxel) e um segundo grupo que recebeu o tratamento padrão atual, que consiste em anticorpo monoclonal (trastuzumabe) e quimioterapia (docetaxel) mais placebo.


No primeiro grupo, observou-se aumento da sobrevida global de mais de um ano (15,7 meses) e sobrevida livre de progressão da doença de mais de 6 meses, com baixos níveis de toxicidade, em comparação ao segundo grupo. Para o oncologista clínico e diretor do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Sergio Daniel Simon, estes resultados apontam para uma quebra de paradigma na conduta terapêutica e devem mudar a prática clínica, devido ao alto grau de impacto na sobrevida dos pacientes observado.

"CLEOPATRA" foi apresentado pela Professora Sandra Swain do Medstar Washington Hospital Center, do Washington Cancer Institute, localizado em Washington (EUA), durante o "Simpósio do Presidente", uma das atividades do Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica (ESMO Congress). O encontro ocorreu em Madri, na Espanha, nos dias 26 a 30 de setembro, em que estiveram presentes os oncologistas clínicos do CPO.


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