Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com cerca de 91 mil grávidas por volta dos 30 anos revela que os hábitos alimentares e o controle da própria saúde são fatores diretamente ligados à constância do aborto natural.
A pesquisa abordou gravidezes na Dinamarca ocorridas entre 1996 e 2002. A conclusão foi que 3,5% das mulheres sofreram aborto natural.
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Ao entrar em contato com essas mulheres, os cientistas puderam comprovar que a ocorrência do aborto estava diretamente ligada ao estilo de vida adotado por elas.
Segundo o estudo, mulheres que consumiam álcool frequentemente, trabalhavam no período da noite, levantavam mais de 20 kg por dia e não controlavam o aumento ou diminuição significativos de peso corriam mais risco de perder o bebê.
No Brasil, o aborto espontâneo é um fator expressivo. Cerca de uma a cada dez mulheres tem a gravidez interrompida de forma natural.
Prevenção
De acordo com a pesquisadora Anne-Marie Nybo Andersen, em entrevista à BBC, o estudo, publicado na revista científica International Journal of Obstetrics and Gynaecology, é importante, pois mostra que o aborto, mesmo que natural, também pode ser prevenido.
Ainda segundo Andersen, a descoberta se torna importante a nível social e serve de alerta para toda a população, homens, mulheres, dirigentes políticos e todas as pessoas responsáveis por políticas de maternidade e regulações trabalhistas.
Recomendações
Segundo a porta-voz da Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, instituição britânica que reúne profissionais da área, Caroline Overton, é importante que as mulheres grávidas tomem medidas preventivas, como estabelecer uma dieta balanceada, parar de fumar, pedir para que os companheiros façam o mesmo e controlar o peso para que não fique nem muito abaixo, nem muito acima do considerado saudável.
(Com informações da BBC Brasil)