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Mudança de rotina

Perimenopausa: período de transição da vida reprodutiva feminina

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
14 mar 2017 às 15:24

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Reprodução/Pixabay
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Diferente da menopausa, que se caracteriza pelo período de inatividade reprodutiva ovariana ou momento em que os ciclos ovulatórios e menstruais da mulher se encerram, a perimenopausa é a transição dessa fase e pode durar alguns anos.

Segundo o ginecologista e obstetra Fábio Cabar, especialista em reprodução humana, é nela em que a produção de hormônios ovarianos começa a ficar deficiente, especialmente dos estrogênios, e diversos sintomas, como os famosas sensações de calor aparecem. "A carência desses hormônios pode levar ao aparecimento de uma série de sinais físicos e emocionais que, muitas vezes, trazem desconforto. Entre eles, devem ser citados a irregularidade menstrual, ressecamento vaginal, aumento da sensibilidade mamária, mudança de peso, fogachos (ondas de calor) alterações no sono (especialmente insônia), perda urinária involuntária, queda de cabelo, ressecamento e perda de elasticidade da pele, fadiga, alterações de humor como depressão e irritabilidade, déficit de memória, dificuldade de lidar com o estresse, diminuição da libido, dificuldade de concentração, etc.", explica.

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Não há uma idade exata para início da perimenopausa e de forma geral, pode-se dizer que ela se inicia entre os 45 a 50 anos das mulheres. Apesar de infrequente, a gravidez ainda assim pode acontecer nesse período. "A mulher que se encontra na perimenopausa, a despeito da deficiente produção hormonal e da ovulação irregular, ainda pode engravidar e deve ser considerada de risco, portanto, deve ser acompanhada por médicos bem preparados e por uma equipe multiprofissional", ressalta.

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O diagnóstico é clínico e depende da identificação dos sinais e sintomas, especialmente a irregularidade menstrual. Nem sempre a reposição hormonal é indicada, precisando ser avaliada por um especialista, mas existem outros métodos para combater e tratar os sintomas. "Devemos lembrar que existem outras modalidades, não farmacológicas, para a abordagem terapêutica, como, por exemplo, a manutenção de uma vida saudável, com supressão de hábitos considerados prejudiciais à vida, como o tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas, prática regular de atividade física e uma alimentação saudável", finaliza o ginecologista.


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