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Cicatrização

Pensando em cirurgia plástica? Cuidado com os queloides

Redação Bonde com assessoria de imprensa
16 jun 2014 às 15:02

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O sonho de se submeter a uma plástica pode se transformar num pesadelo, quando a cicatrização não ocorre da forma esperada e no local da incisão surge uma cicatriz alta e endurecida, denominada queloide. Para evitar surpresas desagradáveis, é possível realizar um teste genético capaz de apontar as probabilidades do desenvolvimento dessas marcas antiestéticas.

Ao agendar a tão planejada cirurgia, muitas são as preocupações que tomam conta da mente. Será que o resultado ficará de acordo com o esperado? Quais os riscos da anestesia? O pós-operatório é dolorido? As questões são infinitas, mas nem sempre englobam uma consequência que todo processo cirúrgico envolve – a cicatrização.

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Ninguém deseja ter uma lembrança ruim – e eterna - do procedimento, refletida em uma marca visível na pele. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o processo de cicatrização, seja após uma cirurgia ou decorrente de um corte mais profundo na pele, o resultado pode ser afetado pelo aparecimento de um queloide - uma sequela estética indesejada e incômoda, principalmente quando aparece em locais expostos.


Estudos médicos apontam que esse tipo de cicatriz pode ocorrer em qualquer lugar do corpo, mas mãos, pés, axilas e couro cabeludo; no entanto, esses são os locais menos afetados. É importante salientar, também, que uma pessoa pode desenvolver queloide numa determinada região e em outra não. Isso ocorre pelas características cutâneas de cada área, como espessura, pigmentação, quantidade de colágeno, presença de glândulas e pelos, entre outras.

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O queloide se apresenta como uma cicatriz endurecida, de tonalidade rosada e pode ocasionar dor e coceira. É uma resposta cicatricial intensa do organismo, que surge em decorrência de alguns processos como corte profundo, queimadura, incisão cirúrgica e até acne.


Quem tem histórico de má cicatrização na família deve sempre passar tal informação ao médico, especialmente durante a preparação para um ato cirúrgico. Isso não significa, no entanto, ficar imune ao problema. Por outro lado, nem sempre o histórico familiar sem casos relatados é garantia de boa cicatrização. Para ter respostas que funcionam como uma ferramenta no auxilio do diagnóstico e da clinica do queloide, a medicina genética dispõe de um teste capaz de identificar as probabilidades de formação desse tipo de cicatriz. "A predisposição genética tem-se mostrado como uma combinação de diferentes polimorfismos, isso significa que não há um gene exclusivo ligado a essa alteração", explica Michelle Vilhena, médica do Centro de Genomas, em São Paulo.

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Avaliação como base


Essa identificação é realizada por meio de uma análise genética, que tem como base a probabilidade de risco relativo à população em geral. "Um valor menor que o risco médio não significa, no entanto, ausência de risco, mas, sim, uma possibilidade menor quando comparada a qualquer indivíduo aleatório não testado. Quanto mais próximo do menor valor, menor a probabilidade de desenvolver queloide e, para valores que se aproximam do máximo, maior é a chance de desenvolver o problema", conta a médica. 


Como qualquer cicatriz pode virar um transtorno, o teste é indicado em qualquer momento da vida, e não somente antes de uma cirurgia. "O estudo pode ser conduzido em qualquer época, pois nossos genes não mudam. Se o paciente realizar esse teste hoje e o repetir daqui a 10 anos, geneticamente o resultado será o mesmo", avisa a especialista.

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De posse de um resultado positivo, infelizmente, não é possível modificar a predisposição genética, mas alguns cuidados podem ser tomados para evitar o problema. "A genética não é destino. O surgimento do queloide implica em uma combinação do background genético com o ambiente. Assim, de posse de dados de predisposição, é possível adotar certos cuidados para prevenir o problema, fazendo com que o organismo reaja de forma satisfatória durante o processo de cicatrização ou que o médico busque a melhor técnica cirúrgica para cada caso", conclui a Dra. Michelle Vilhena.


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