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Parkinson: conhecer os sintomas ajuda a tratá-los

Redação Bonde
05 dez 2011 às 16:51

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Nos últimos anos o Parkinson ganhou mais expressão na mídia e passou a ser mais divulgado, mas algumas dúvidas ainda persistem, principalmente, com relação aos sintomas que muitas vezes, são confundidos com problemas comuns, como estresse, cansaço e fadiga. De acordo com a neurologista Dra. Renata Ramina Pessoa, da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais, para fazer o diagnóstico correto da doença é preciso compreender a extensão dos sintomas.

Alguns deles, quando combinados com déficits motores específicos, como tremor, brandicinesia (lentidão nos movimentos), rigidez e instabilidade postural, podem ser caracterizados como uma síndrome clínica, de Parkinson. "Essa é uma doença neurodegenerativa e progressiva, que ocorre quando há diminuição de dopamina em núcleos específicos do cérebro", explica a especialista, que ressalta que a doença pode também se apresentar antes dos 50 anos embora seja menos frequente.

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Hoje em dia existem investimentos na área de saúde, de neuroproteção, que visam diminuir ou retardar o avanço do Parkinson, mas ainda, não há um tratamento definitivo ou cura. "Com o diagnóstico precoce, com exames de imagem cada vez mais sofisticados, permite que os médicos possam estimar que, em um futuro próximo, a terapia neuroprotetora efetiva possa ser encontrada e iniciada o mais rápido possível", comenta a neurologista.


A médica comenta que o tratamento atual está voltado para a utilização de medicamentos que controlam e retardam a evolução do Parkinson. "Quando não há resposta com o uso dos medicamentos, afastado outros diagnósticos, também existe a possibilidade de fazer um procedimento cirúrgico", ressalta a médica.

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Na atualidade, o que se sabe é que a doença de Parkinson pode ser desencadeada pelo fator genético. Há outras formas de manifestação de sintomas semelhantes conhecidos como Parkinsonismo, que não é propriamente a doença de Parkinson, já que esta tem causa desconhecida e o Parkinsonismo em geral se reconhece o fator desencadeante. Este, pode ser consequência do uso exagerado e contínuo de determinados medicamentos, além de trauma craniano repetitivo, como nos casos dos lutadores de boxe, por exemplo, por isquemia cerebral, que é quando a artéria que leva sangue à região do cérebro entope, além da exposição frequente em ambientes tóxicos, com inseticidas, por exemplo.


O importante é ter um bom acompanhamento médico, além de cuidar da saúde, com alimentação adequada, prática de exercícios físicos e diminuir a carga de estresse. Tudo isso contribui para ter uma vida mais saudável.

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Denise Paciornick - Lide Multimídia


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