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Células tumorais

Nanotermômetro luminescente pode combater células tumorais

Redação Bonde / Fapesp
07 out 2014 às 17:37

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Reprodução / fapesp
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Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Cerâmicas e Materiais Compósitos (Ciceco) da Universidade de Aveiro, em Portugal, em colaboração com colegas do Instituto de Ciência de Materiais de Aragón da Universidad de Zaragoza, na Espanha, desenvolveu um protótipo de um nanotermômetro luminescente com possíveis aplicações biomédicas.

De acordo com o pesquisador da Universidade de Aveiro, uma possibilidade do uso do nanotermômetro luminescente está no mapeamento de temperatura com uma resolução especial de 1 mícron, como a de células tumorais.

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"Sabe-se que a temperatura das células cancerosas é mais elevada do que a das células normais e que elas não resistem a temperatura superior a 42 ºC", disse Dias Carlos.


A ideia é injetar nanopartículas luminescentes em pacientes com câncer de modo que elas sejam atraídas pelas células tumorais. Ao expor essas células tumorais a uma fonte de radiação com temperatura superior a 42 ºC seria possível eliminá-las seletivamente, sem afetar as células normais, indicou.

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"A limitação para esse tipo de terapia hoje é que não existe um dispositivo capaz de medir localmente a temperatura das células", disse Dias Carlos. "Se conseguirmos ter um nanotermômetro capaz de medir com rigor a temperatura local seria possível controlar com precisão a distribuição de calor em torno das células que interessam."


Segundo o pesquisador, a medição da temperatura é crucial para inúmeros estudos científicos e desenvolvimentos tecnológicos e representa de 75% a 80% por cento do mercado mundial de sensores.

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Os termômetros tradicionais não são geralmente adequados para medir a temperatura a escalas abaixo de 10 mícrons (cerca de dez vezes menos do que o diâmetro médio do cabelo humano).


Essa limitação intrínseca tem encorajado o desenvolvimento de novos termômetros que não exigem contato com a superfície medida e com precisão espacial da ordem dos mícrons ou mesmo nanômetros, segundo Dias Carlos.


"Esse campo de desenvolvimento de termômetros moleculares luminescentes é muito amplo e ainda há muitas coisas que precisamos fazer para desbravá-lo", avaliou.

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