Corpo & Mente

Mulher que teve diabetes pode voltar a ter na gravidez

08 set 2011 às 14:28

A gravidez é o momento de maior realização na vida de muitas mulheres, mas pode se tornar um pesadelo quando vem acompanhada da diabetes gestacional. O endocrinologista Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas da USP, explica que essa doença é uma alteração da glicose no sangue durante o período de gestação, onde o aumento leva à hiperglicemia.

As mulheres com pré-disposição à obesidade, ou mesmo as magras que engordam muitos quilos durante a gravidez e aquelas com mais de 40 anos, precisam ficar atentas, visto que são as que apresentam mais riscos de desenvolver a doença. O especialista comenta que é comum as pacientes confundirem o ganho de peso, por exemplo, com um sintoma comum da gestação. "Controlar a alimentação e o peso é indispensável nesse período. A diabetes gestacional pode acometer mulheres de todas as idades e trazer uma série de complicações na hora do parto, inclusive o aborto", salienta.


Gestantes com essa doença apresentam maiores chances de ter pressão alta, além dos riscos para a saúde do bebê, que pode nascer prematuro e com falta de ar. O médico revela que as mães devem realizar o exame de diabetes entre a 24ª e 28ª semana de gestação e os filhos devem fazer o teste da "ponta do dedo" nos primeiros dias de vida, para diagnosticar ou não a hipoglicemia. Esses bebês podem desenvolver um risco maior de macrocemia, ou seja, nascem maiores do que os outros (com mais de 4 kg) e são naturalmente pré-dispostos a tornarem-se diabéticos e obesos no futuro.


Assim como o filho, a mãe diabética deve submeter-se a exames cerca de um mês e meio após o nascimento do bebê, a fim de verificar se continua portadora da enfermidade. No entanto, os cuidados devem ser feitos antes mesmo da gestação, do contrário, elas podem enfrentar dificuldades para engravidar, diminuindo o risco de fertilidade. O endocrinologista afirma que metade das mulheres que já contraíram a doença desenvolve diabetes tipo dois adiante.


Embora esses dados sejam alarmantes, os cuidados para prevenção são simples. Segundo o Dr. Mancini, caso o problema seja constatado rapidamente, o tratamento pode ser feito em uma semana por meio de medidas dietéticas para normalizar a taxa de glicose no sangue. Se não surtir efeito, a paciente começa a fazer uso da insulina.

Como medidas preventivas e recomendações, o médico salienta a importância do acompanhamento médico à gestante e o hábito de uma alimentação saudável, como comer, em média, seis vezes por dia em pequenas quantidades, controlar o peso e praticar exercícios físicos regularmente. Consumir bebidas alcoólicas e, sobretudo, fumar cigarros, é estritamente proibido, já que aumentam o risco da patologia (com informações Saude em pauta on line).


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