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Médico aumenta consumo de carne para investigar riscos e descobre dados assustadores

Redação Bonde
19 ago 2014 às 18:12

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Reprodução/SXC
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O médico britânico Michael Mosley resolver aumentar o consumo de carne para investigar os riscos do alimento. A dieta montada pelo pesquisador é rica em carne - ele consumiu ao menos 130 gramas por dia. Ele também ouviu diversos especialistas sobre o assunto.

"Há muitas coisas boas na carne vermelha. Ela é uma grande fonte de proteínas e nutrientes essenciais, como o ferro e a vitamina B12, que são essenciais para a saúde. O lado negativo, porém, é que a carne vermelha e processada tende a ter mais gorduras saturadas", disse em depoimento publicado pela BBC.

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Durante a sua pesquisa, Mosley conversou com o professor Walter Willett, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. Ele comanda uma equipe que monitora a dieta de milhares de pessoas por muitos anos.


"Nós descobrimos que pessoas que consumiram grandes quantidades de carne vermelha tiveram um risco total mais alto de mortalidade e incidência de câncer e doenças cardiovasculares", disse Willett.

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De acordo com os seus estudos, o consumo regular de uma pequena quantidade de carne não processada (85 gramas) pode elevar em 13% o risco de mortalidade. Já a ingestão da mesma quantidade processada pode elevar o índice em 20%. Na prática, este risco de morte significa que a possibilidade de alguém morrer no ano seguinte seria 20% maior que se ela não consumisse carne processada.


O professor David Speigelhalter, da Universidade de Cambridge, chegou a um dado assustador: quem come um sanduíche de bacon por dia deve viver, em média, dois anos a menos que uma pessoa que não consome. Isto quer dizer que você perde uma hora de vida para cada sanduíche. Em comparação, a cada 20 cigarros fumados são perdidas cinco horas de vida.

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Um outro estudo, no entanto, apresenta dados mais otimistas. Pesquisadores da Investigação Europeia Prospectiva em Câncer e Nutrição analisaram os hábitos de 500 mil pessoas de dez países por mais de 12 anos. Eles descobriram que o consumo moderado de carne vermelha não aumenta a os índices de mortalidade.


"Baixas quantidades de carne - mas não zero - pode ser benéfica à saúde. Isso é compreensível na medida em que a carne é uma importante fonte de nutrientes, como proteína, ferro, zinco, vitaminas A e B e ácidos graxos", diz o texto dos pesquisadores.

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A carne processada ainda é vilã: qualquer quantidade acima de 40 gramas de bacon, presunto ou salame traz efeitos negativos à saúde e aumenta a taxa de mortalidade.


"Comer carne processada certamente teve um efeito negativo em meu corpo. Depois de um mês comendo sanduíches de bacon e hambúrgueres, eu tive um aumento de peso, pressão sanguínea e colesterol. Voltei à minha velha dieta, comendo ocasionalmente bife e carne de porco. Com certeza comerei menos hambúrgueres e salsichas nos churrascos deste ano", conclui Michael Mosley.

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(com informações da BBC)


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