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Linfoma Não Hodgkin: conheça os principais sintomas da doença

Redação Bonde com Assessoria de imprensa
12 jul 2019 às 17:07

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O Linfoma não Hodgkin é o tipo da doença com maior incidência na infância, segundo o Instituto Nacional do Câncer, e o 11º tumor mais diagnosticado na população. Segundo Celso Massumoto, onco-hematologista e coordenador do Programa de Cuidados Clínicos em TMO (Transplante de Medula Óssea) do Hospital 9 de Julho, ele atinge o sistema linfático, responsável por gerenciar a defesa do corpo.


O sistema linfático é fundamental para a defesa do organismo contra infecções e outros tipos de doenças, já que a linfa transporta os linfócitos, também chamados de glóbulos brancos, por todo o organismo. No Linfoma não Hodgkin, as células crescem de maneira desordenada provocando um aumento dos gânglios linfáticos do pescoço, virilha ou axila, que pode ser percebido como um caroço indolor na pele. "Esse é o sintoma mais comum, mas dependendo do tipo de linfoma e da localização no corpo, podem ser identificadas outras manifestações", explica Celso.

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Outros sintomas que podem ser percebidos no paciente são: perda de peso, falta de ar ou tosse, infecções frequentes, hemorragias, inchaço no abdome, pressão ou dor no peito, fadiga, calafrios, febre e sudorese noturna. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o tumor pode atingir ambos os sexos, sendo registrados por volta de 5.730 casos em homens e 4.810 em mulheres a cada ano.


"Algumas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver a doença, como infectados por vírus Helicobacter Pylori, Epstein-Barr, HTLV1, quem tem o sistema imune comprometido, ou ainda quem teve contato com algumas substâncias químicas ou radiação", comenta o médico.


Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico é feito por meio de uma série de exames, entre eles a biópsia do gânglio para análise das células, tomografia computadorizada e
ressonância magnética. Depois de confirmada, a doença será classificada em dois tipos: indolente, que é a forma lenta, e a forma agressiva, que tem evolução rápida.

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O tratamento dependerá do tipo de linfócito afetado pela doença: célula B ou célula T. As células B produzem anticorpos que protegem o corpo de bactérias e vírus e as células T destroem germes ou células anormais no corpo.Na maioria dos casos, porém, o tratamento é feito com quimioterapia
ou radioterapia. "Infelizmente, não existe uma forma de prevenção totalmente eficaz, mas ter hábitos de vida saudáveis, evitar contato com substâncias químicas e manter o sistema imunológico fortalecido são algumas atitudes que podem ser tomadas", finaliza o médico.


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