Identificar precocemente síndromes e demenciais, pode ajudar no tratamento, na sobrevida e na qualidade de vida do paciente. Entre essas doenças, está o Alzheimer, principal causa de demência em pessoas com mais de 60 anos. Entre os exames indicados para diagnosticar a doença estão avaliação clínica, exames físicos, neurológicos, associados a procedimentos bioquímicos e de neuroimagem. A espectroscopia, feita por meio da ressonância, é um dos exames indicados para olhar com clareza as alterações e mudanças cerebrais.
Segundo o médico radiologista Guilherme Zwicker, o exame é indicado quando há suspeita de síndromes demenciais e lesões no cérebro. Por meio da espectroscopia é feita uma análise detalhada e complexa da lesão e quais os elementos químicos estão presentes naquela região. Algumas vezes, explica o médico, pode ser usada para evitar procedimentos mais invasivos como a biopsia.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
"São mais dados que podem ajudar no diagnóstico de problemas cerebrais", destaca Zwicker, lembrando que quanto mais cedo as doenças são identificadas, mais rápido e fácil podem ser tratadas. Além de síndromes demenciais, a espectroscopia é utilizada para outras doenças cerebrais, como as inflamatórias, infecciosas, tumorais e abcessos de vários grupos. É um procedimento bastante utilizado após cirurgia de retirada de tumores para avaliar se há uma situação de recidiva tumoral, quando a lesão não foi totalmente retirada ou voltou.
Segundo o radiologista, a recidiva ocorre com certa frequência e é bastante preocupante já que tumores cerebrais são extremamente agressivos. Porém, se identificadas com rapidez ajudam a aumentar a sobrevida do paciente.
O neurologista Vladmir Garcia conta que tem por método sempre solicitar ao radiologista que ao fazer ressonância no paciente com suspeita de demência seja feita também a espectroscopia. "Ajuda a ter uma análise mais completa da doença. Contribui para um diagnóstico mais completo e na confirmação do diagnóstico clínico", explica. O especialista lembra que a espectroscopia entra como um exame complementar para o diagnóstico de demências, principalmente Alzheimer. "Dá um respaldo e sugere determinadas doenças", observa.
Ele reforça que para o processo de análise e identificação de doenças demenciais é preciso realizar uma série de exames, como os de imagem, laboratoriais e clínicos. "Com todo esse ritual é possível diagnosticar 95% dos casos de Alzheimer", exemplifica. Ele acrescenta que a espectroscopia tem muito a evoluir e contribuir para a medicina. Hoje, segundo ele, é possível analisar os elementos químicos simples de uma lesão e, no futuro, será possível analisar, por exemplo, elementos mais complexos como as proteínas.