Corpo & Mente

Homens são menos preocupados com os sintomas da andropausa

29 out 2014 às 08:52

A andropausa é um distúrbio que acomete especialmente homens acima dos 50 anos e pode causar diminuição da libido, disfunção erétil, cansaço, perda de massa muscular, entre outros sintomas. Tendo isso em mente, o Data Folha, em parceria com a Eli Lilly, realizou a pesquisa Conhecimento dos homens brasileiros sobre Andropausa.

A pesquisa mostrou que quanto mais velhos, menos preocupados com os sintomas decorrentes do avanço da idade são os homens. 52% dos brasileiros entre 40 e 49 anos demonstram ter alto nível de preocupação com a andropausa. Já entre os homens com mais de 60 anos, a maioria, 47%, se diz pouco preocupada com a andropausa, apesar de reconhecerem em si mesmos de três a quatro sintomas (27%).


Dos respondentes, 16% disseram reconhecer que têm de três a quatro sintomas da andropausa, mas apenas 33% deles afirmaram terem ido ao médico. 10% dos homens brasileiros nunca foram ao médico e 52% deles nunca foram a um urologista, mesmo já tendo uma idade em que se é recomendado consultar este especialista, já que a faixa considerada pela pesquisa foi de homens acima dos 40 anos.


Os homens das regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte costumam ir mais que os das outras regiões ao clínico geral e urologista. Já o endocrinologista é mais visitado pelos habitantes das regiões Sudeste e Nordeste. Dentre os homens que foram a uma das três especialidades e tiveram exames solicitados, os mais comuns são: colesterol, urina e sangue, seguidos de exame de próstata e de eletrocardiograma.


O exame de próstata é mais solicitado na região sudeste – 56% – do que nas outras regiões. Na região Sul o número cai para 45%; na região Nordeste, para 47% e nas regiões Norte e Centro-Oeste, para 46%.


Ainda sobre o tema de visitas ao consultório, a pesquisa revela que em média o tempo ideal para ir ao médico é de 10 meses segundo a população masculina pesquisada. Contudo, na prática, o que se evidencia é que esta média ultrapassa mais de um ano (dentre os que já afirmaram ter se consultado alguma vez).


56% dos homens declaram conhecer a Andropausa, mas esta parcela diminui quando é solicitada a descrição da doença. Dentre os que conhecem 53% se arriscam a descrever a doença. Um em cada quatro entrevistados que conheciam Andropausa ou Menopausa Masculina comentou sobre as alterações físicas (25%). Em seguida foram citadas as alterações sexuais (17%), sintomas (10%), além de problemas relativos à idade (8%) e nervosismo/ irritabilidade (6%).


O homem e sua postura diante de sua saúde


Apesar de irem pouco ao médico e de negligenciarem sintomas, há um consenso entre a população masculina sobre a falta de desconhecimento e sobre a importância das mulheres na decisão de ir ou não ao médico. 88% dos entrevistados concordam com o fato de que elas são as que mais influenciam eles a irem aos médicos.


Mas 85% admitem que há desconhecimento sobre a andropausa e seu tratamento e o mesmo número reconhece que não é comum os homens irem ao médico para exames preventivos. 81% acreditam que a maioria dos homens não sabe que a testosterona é usada no tratamento da andropausa e 78% declaram que a maior parte dos homens não faz reposição hormonal porque acha que não precisa.


Tratamento


A pesquisa também abordou o conhecimento dos homens a cerca do tratamento para Andropausa. 97% dos homens nunca fizeram reposição hormonal e 40% concordam com a afirmação de que a reposição hormonal seja necessária apenas para as mulheres. Atualmente, 99% dos tratamentos disponíveis são oferecidos em formato injetável, já o restante é de orais.

A Eli Lilly lançou em 2013 a primeira terapia de uso tópico no Brasil para o hipogonadismo, conhecido popularmente como Andropausa. O Axeron tem uso simples e cômodo, semelhante a um desodorante, o que permite que o homem possa incluir de maneira natural em sua rotina.


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